sábado, 9 de janeiro de 2010
Mãos Vazias
Das minhas mãos...solta-se a esperança
Numa angustia de palavras proibidas
No silêncio que me queima...na lembrança
Tudo que sobrou...mágoas sentidas
No meu desespero...caminho nas palavras
Nos labirintos do coração...adormeço
Na sombra da noite mergulhei...tu não estavas
Fecho as portas ao sonho...volto ao começo
Trago na alma...a noite e o dia
No abismo profundo...do meu passado
Procuro a felicidade...na minha fantasia
Procuro-me na noite...que vive a meu lado
Sou noite..sou escuridão...alma errante
Nos sonhos perdidos...procuro o destino
Nesta incerteza...de sentir pulsante
Restos de vida...deixo pelo caminho
Queria acordar...emergir das sombras
Esquecer esta dor...caminhar
Noite escura...que em mim tombas
Faz-me acordar...deixar de sonhar
Amortalhei-me...no esquecimento
Numa ansia louca de infinito
Rompi os laços do sofrimento
Chora a tristeza...nos versos que grito
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Rosa Triste
Sou rosa seca...desfolhada solidão
Da côr do Outono...saudade na lembrança
Nos caminhos da desventura...morre meu coração
Fui alma apaixonada...sou vida sem esperança
Minha vida sombria...rosa sem cor
Inverno frio...manto de escuridão
No gelo da indiferença...ficou o amor
No meu peito...soluça minha ilusão
Meu corpo cansado...refugio de incerteza
Num grito mudo...solto meu pranto
Os meus olhos...já sem beleza
Bebem a amargura...nos versos que canto
Minha alma grita...no eco duma saudade
Passos apagados...do que percorri
Quero amanhecer...voltar a ter a idade
Que a tua frieza...apagou em mim
Minha vida...luz de lâmpada sombria
Minha alma...fria como um lamento
Minhas horas tristes...sem alegria
Minhas saudades...vagas de sofrimento
Alma amarga...corpo esquecido
Espinhos cortando a carne...na dor
Um sussurro de lamento...um gemido
Na lembrança...um triste amor
A noite cai no meu rosto...lugubre
Como petalas negras...na minha pele
Quando em mim ardia a paixão...era lume
Hoje bebo a vida...em taça de fel
domingo, 3 de janeiro de 2010
Abismo Sombrio
Nos meus olhos...tenho a solidão
Nos meus versos...tenho o ontem
Em mim guardo...toda a escuridão
Meu pensamento sangra...nas madrugadas
Num vento de morte...na alma vazia
Nas imagens que guardo...tristes...amarguradas
Nos braços da noite...espero outro dia
Carrego a solidão...nas cinzas da dor
Navego... no desvario da loucura
Nesta agonia...neste maldito amor
Meu rosto de pranto...é noite escura
Nas minhas angustias...carrego o vazio
Condenada ao silêncio...nas longas horas
Brumas imaginárias...nevoeiro frio
No silêncio da noite...minha alma...tu choras
Ando perdida...vago ao sabor do luar
Nas mãos vazias...desfolho meu lamento
Sou onda adormecida...no alto mar
Naufragando no cais do sofrimento
No fogo adormecido...ouço meu coração
Que grita ao céu...à noite...à lua
Neste ser...hoje perdido...sombra de paixão
Recorda um passado...onde fui tua
Sou feita... de raiva e desalento
Da ternura...sobrou só a solidão
Meu nome... é esquecimento
Silêncio de abismo...sepulcro de paixão
sábado, 2 de janeiro de 2010
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