É nas ondas dum mar revolto que eu me deito e espero
Por um doce murmúrio de amor...um abraço de ternura
Que me afague o corpo docemente e adoce o desespero
Desta agonia que não passa...deste viver quase loucura
É na doce volúpia da noite que me deixo cair exangue
Na sombra da minha ausência...no lado obscuro de mim
Na memória da minha pele...palavras escritas a sangue
Como uma chama morrendo lentamente...perto do fim
É na solidão da noite que guardo a dor...bebo as lágrimas
Lambo as feridas...calo o desalento não mostro a ninguém
Envolvo o meu corpo no manto negro das minhas mágoas
Sem saber se é por mim que choro...se por outro alguém
É quando a madrugada se faz silêncio que a dor adormece
É esse o meu momento...é aí que meus fantasmas liberto
Abraço a minha alma e cruzo as minhas mãos em prece
É esse o momento que para a triste realidade desperto
É na noite que a suave carícia do vento toca a minha alma
É na noite que dormes no meu sonho me fazes madrugada
Trazias estrelas aos meus olhos...foste luz na noite calma
Era aí que na magia dos meus sonhos te fazias alvorada
É na noite que me visto de poesia e me dispo de mim
Que o silêncio me abraça...que me envolve a escuridão
Que a ausência se veste de ilusão e a dor me fala de ti
E é na madrugada que as palavras vestem de solidão
Rosa Maria ( Maria Rosa de Almeida Branquinho )




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Amigos são velas acesas ao fundo da escuridão
alumiando o caminhode volta...a presença doce e
serena numa noite de tempestade...são o abraço
suave da vida...palavras ditas muitas vezes em
silêncio aquecendo a alma e o coração.
Um beijinho carinhoso a todos que por aqui passam.
Sonhadora