quinta-feira, 24 de julho de 2014
O outro lado de mim...
Há
um lado de mim que vive desejando partir e outro ficar
De
um lado a vida...do outro lado a morte a chamar por mim
E
depois para além disto que somos...o que vai de nós restar...
Talvez
um regresso ao ponto de partida ou o princípio do fim
Há
um lado de mim que vive envolto num véu de penumbra
Alma
pronta para nascer de novo e reencontrar aquela que era
Apagar
o meu nome e voltar a ser menina vestida de espuma
Percorrer
de novo o caminho onde ainda encontre a Primavera
Há
um lado de mim que vagueia sem destino...sem horizonte
Escondida
dentro de mim sem luz para iluminar a escuridão
No
sepúlcro onde espero para atravessar o outro lado da noite
Levando
nas mãos rosas vermelhas e no meu corpo a solidão
Há
um lado em mim que sobrevive para além da tempestade
Arrastando
esta alma que teima em ficar no lado de cá da vida
Mesmo
que o outro lado de mim esteja morto...que já seja tarde
Para
voltar a percorrer os lugares vazios desta alma sem guarida
Há
um lado em mim que é luz e chama...céu negro e inferno
Tão
presente e tão ausente esse tempo que passou e não ficou
Na
dor que já não doi...no branco que é negro...no frio eterno
Da
névoa que me ensombra o olhar...no sorriso que se apagou
Há
um lado de mim que me chora...outro que teima em sonhar
Na
noite que dorme comigo...na ausência que afaga meu corpo
Como
se fosse a sombra negra da morte que me está a afagar
Um
laço que me sufoca e que me vai matando pouco a poucosexta-feira, 27 de junho de 2014
DIZ-ME TRISTEZA...PORQUE CHORAS
Vieste na luz da
madrugada...com dedos de negridão
Rasgando a minha carne
como se fosses lava ardente
Sangue e cinza escorrendo
gota a gota do meu coração
Nesta dor que doi e me
grita nas veias...silenciosamente
Vieste na luz da
madrugada...com promessas de alegria
E as mãos cheias de
sonhos que morreram ao entardecer
Duma primavera
sangrando...aguçada lamina que me feria
Numa dolorosa e suave
agonia que retalhou todo o meu ser
Vieste na luz da
madrugada...trazias nas mãos rosas bravas
Que desfolhaste uma a
uma...juncando de sangue o meu chão
Como se fossem promessas
de amor com que me encantavas
Murmurando sobre o meu
corpo palavras de amor e traição
Vieste na luz da
madrugada... enfeitada de ternura e solidão
Vestiste em ti o meu rosto...derramaste sobre ele toda a mágoa
Que já não cabe no meu
peito e já não consigo prender na mão
Chegaste no fim dos meus
dias com uma rosa e uma lágrima
Vieste na luz da
madrugada...trazendo lembranças do passado
Pedindo-me um leito para
adormecer...um corpo para afagar
Com garras de abutre sobre
mim te deitaste num grito calado
Sem perguntares se te
queria a meu lado...chegaste para ficar
Vieste na luz da
madrugada...trazendo perfume de incenso
E do meu nome me
despiste...da minha alma me despojaste
Petrificaste o meu coração
e sobre mim repousas em silêncio
Partilhando nossas sombras
na noite que em mim derramaste
Vieste na luz da
madrugada...trazendo contigo antigas auroras
Que no meu olhar já não
brilham...em lágrimas se desfizeram
E antes que a noite
amanheça...diz-me tristeza porque choras?
Quando me abraças e
procuras se sabes que sempre te espero
Voltei...agradecendo
o carinho e apoio que me deixaram em cada palavra. OBRIGADA do fundo
do meu coração.
Não vou deixar que me vençam...que depois de “roubarem” um pedaço da minha alma fiquem a pensar que ganharam. Não me rendo a gente sem moral. Porque quem se apropria do que não é seu, para mim são pessoas desprovidas de carácter e consciência.
Não vou também deixar de lutar “PLÁGIO É CRIME” e assim deve ser tratado. Na altura certa postarei aqui os links de quem me plagiou.
Um beijinho com carinho
Sonhadora
Não vou deixar que me vençam...que depois de “roubarem” um pedaço da minha alma fiquem a pensar que ganharam. Não me rendo a gente sem moral. Porque quem se apropria do que não é seu, para mim são pessoas desprovidas de carácter e consciência.
Não vou também deixar de lutar “PLÁGIO É CRIME” e assim deve ser tratado. Na altura certa postarei aqui os links de quem me plagiou.
Um beijinho com carinho
Sonhadora
quinta-feira, 12 de junho de 2014
PLÁGIO
Denunciar
o plágio é um dever de que escreve o que lhe vai na alma...o que
por vezes é tão doloroso de passar para o papel. É um bocado de
nós que deixamos em cada palavra e dói tanto ver esses retalhos
espalhados por qualquer canto. Por isso, não deixem de denunciar.
Passem
neste blogue onde estão alguns links de quem me plagiou (embora seja
apenas uma pequena amostra) dos plágios descarados.
Estou
muito magoada e sem vontade de continuar. Quero agradecer o carinho
de todos que me seguem e me deixam sempre palavras carinhosas.
E
agradeço também à Malu e a todos que fazem parte do Refugio pelo
apoio e carinho,
Um
beijinho
Rosa
domingo, 18 de maio de 2014
O que dizer...
O que dizer desse refúgio
secreto onde nua me deito e espero
Por uma gota de amor
diluída num cálice de veneno e ternura
Derramado num ramo de
rosas bravas...que quero e não quero
Que amo e odeio...que é
espinho e flor...que é sonho e loucura
O que dizer do frio das
noites...do cinzento baço das madrugadas
Dos sonhos perdidos na
memória...das rosas que deixei no tempo
Dos desejos amordaçados
na minha pele...das palavras caladas
Do amor que na noite
engana a solidão...feito de dor e lamento
O que dizer desse colar de
silêncio que aprisionei na minha mão
Dos lábios do beijo
esquecidos...das carícias frias dos teus dedos
Das vielas onde solitária
me perco nos becos escuros da solidão
Do manto que me cobre o
corpo de nocturnas cinzas...dos medos
O que dizer do alto muro
que se ergueu entre a noite e o desejo
Do corpo que morreu de
urgência...num amargo sabor a nada
Com os sonhos pousados na
noite e a boca pedindo um beijo
O que dizer de quem faz
amor no ventre frio da madrugada
O que dizer do dia em que
vesti o corpo de mar e naufraguei
Como uma gota de vazio a
diluir-se nesse mar de tempestade
Nesse abismo entre dois
destinos...o que sou e o que inventei
Fantasma de
mim...deambulando entre o inferno e a eternidade
O que dizer das ruas
tortuosas por onde sem destino caminhei
Das noites de penumbra
onde como uma louca fujo de mim
E da solidão que me
espera como um amante a quem me dei
Numa doce e gélida
quimera...onde me encontrei e me perdi
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