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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011


Hoje apenas quero agradecer a amizade e o carinho que me deram...sem
pedir nada em troca...e desejar um Feliz Ano de 2011...pleno de amor saúde e paz.
Quero pedir desculpa a quem não visitei...mas estou com uma gripe daquelas
que até os cabelos doiem...vou curá-la e voltar como nova...Obrigada por tudo que
me deram no ano que está a findar.

O meu beijinho
O meu carinho
Sonhadora

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Murmúrio do Vento

No meu sonho repousa o teu nome perdurando para além do tempo...num murmúrio tão doce...tão terno...faço amor com as palavras...beijo com o coração e sonho o teu corpo no silêncio do amanhecer.
Raios de luz acaríciam o meu olhar...ondas de paixão e nostalgia tocam os meus lábios...lembro-te e o teu rosto afasta a tristeza.
Olho o horizonte e vejo o mar...as saudades são uma certeza...nas ondas solto as lágrimas numa redenção do amor...como se o teu corpo tocasse o meu.
No embalo das águas liberto-me de mim...num momento de nudez...o sonho repousa no silêncio do mar...na luz onde meu corpo foi desejo será reencontro eterno...serei asa em noite azul onde seremos para sempre o infinito.
Nestas palavras não há tristeza...apenas lembranças...depois de ti serei noite...a tua luz e o teu calor estará para sempre comigo...o mar do teu peito será o meu refúgio eterno inundando o meu olhar de ternura...apenas um momento no tempo para além do tempo...no regaço da eternidade onde enfim seremos nós.
Na efemeridade do sonho envolvo-te nas minhas mãos vazias...solto as amarras e abraço as palavras...pouso na tua a minha mão e entrego-te toda a ternura que me corre nas veias.
Fecho os olhos...ouço o meu coração na imensidão do mar e na loucura do meu sonho percorro cada sulco do teu corpo...cada letra escrita no teu olhar e deixo-me navegar no teu sorriso...apenas por um instante procuro-te na madrugada e em silêncio olho o mar e só encontro a bruma que me cobre o olhar.
E no silêncio da noite vazia vou adormecer serenamente e sonhar contigo em mim e deixo-me ficar assim...apenas triste...a alma cheia de amor e as mãos vazias.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

NATAL FELIZ...Coro de Santo Amaro de Oeiras



Amigas e amigos queridos.
Desejo um Natal muito feliz, e que 2011 seja pleno de amor...felicidade,

paz e saúde, junto de todos os que vos são queridos.
Quero agradecer por todo o carinho que me deram...que vos seja devolvido
em dobro...por mim apenas posso dizer: OBRIGADA.
Só postarei novamente depois do Natal...nesta época sou...Útero...deixo a Mulher,
e vou aconchegar-me no colo dos meus três homens...vou vivê-LOS...vou dar e
receber o amor imenso que nos liga...vou ser o botão de rosa que neles floresce.
Vou simplesmente ser...MÃE.

Deixo um beijinho muito carinhoso
Sonhadora

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Guardo-te no meu olhar



Guardo-te no meu olhar...nas palavras que afagam o sonho...no entardecer do  meu corpo...na sombra do meu caminho.
Toca-me...acorda-me...serena o meu rosto inquieto...afaga os meus medos...silencia-me o grito num beijo...faz estremecer o meu corpo no teu abraço...envolve-me nas linhas da tua mão e espalha as cinzas das palavras por dentro da noite escura.
Renasce-me e mantém-me viva no teu poema...arranca-me do peito as nuvens de Inverno...toca o Infinito comigo quando a tarde morrer...voa comigo na noite e amanhece-me  no teu olhar...no teu sorriso...faz do meu corpo um eterno dia de Verão...despe-me a ausência e dá-me o calor das tuas mãos...aquece-me a solidão...cala-me os silêncios numa melodia de amor...beija-me o olhar com a força do vento...dá-me as cores do arco-iris.
Dorme no meu sonho...voa comigo no cansaço das horas...dá-me o dia...a noite...o tempo...o futuro e envolve-me na poesia que nasce no teu corpo...enxuga-me as lágrimas tatuadas na alma...abriga-me no teu coração...junto à arvore negra das palavras...envoltas no passado que é presente...ensina-me a ser futuro...desvanece-me as mágoas desenhadas nas sombras...veste-me de destino...de esperança...de desejo...leva-me até ao outro lado do sonho...deixa-me ficar no teu sorriso como se o tempo não existisse...veste-me de ternura...abraça o meu corpo em silêncio...faz-me Primavera.


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

HOJE FAÇO ANOS...DEIXO UM POEMA DOS MEUS FILHOS...SÃO ELES QUE ME AJUDAM A FAZER SEMPRE MAIS UM ANO...SÃO A MINHA VIDA...SÃO O MEU TODO...COMO MÃE SOU MUITO FELIZ


Mãe...razão da nossa existência
Cheia de amor e carinho
Com a mais pura transparência
Vives para nos proteger da dôr
Nunca nenhum dos teus sentiu carência
No aconchego que dás...és amor
És da vida a pura essência
Que nos dá...da vida o sabor
Queremos para sempre a permanência
Daquela que é o nosso único valor

Não temos palavras para agradecer
A vida inteira que a nós dedicaste
Nunca poderemos esquecer
Que fomos nós os homens que mais amaste
Foste a força para nos aquecer
Por nós...a tua vida de lado deixaste
És mãe...nossa vida e bem querer
O rumo do teu caminho...por nós mudaste
No nosso coração...vais eternamente permanecer
Porque à perfeição de mãe chegaste

Dos teus filhos que te amam muito

Rui...Nuno...João

sábado, 11 de dezembro de 2010

TEMPO DE NOSTALGIA



Quero falar de mim...das rosas...do amor...do que vivi
Da planície...do trigo loiro...da esperança...do coração
Do meu rosto de menina...de onde foi que o esqueci
Dos meus cabelos negros...do brilho do olhar...da ilusão

Quero falar das estrelas...do céu azul...da noite...do luar
Do meu rosto sereno...dos cabelos ao vento...da criança
Dos meus sonhos...do infinito...do meu Alentejo sem mar
Do meu sorriso sem nostalgia...do meu olhar de esperança

Quero falar da alegria...das lembranças...da minha infância
Do carinho...de ti mãe...do amor...do calor...da doçura
Da mulher flor...filha da terra...minha doce lembrança
Das papoilas...da brisa quente...dos cheiros...da ternura

Tinha no meu coração esperança..no olhar a madrugada
Nos cabelos uma rosa...na boca uma canção de amor
Nos meus sonhos felicidade...na minha noite a alvorada
Nas minhas mãos tinha a vida...no meu peito uma flor

Sou da criança a lembrança...mulher madura...nostalgia
Sou o entardecer...escrevo-me em versos...em prosa
Sou o esquecimento...resto de tempo...a noite e o dia
Sou da vida...luz e escuridão...o espinho e a rosa

Choro a mulher...canto a criança que em mim ficou
Queria saber quem sou...onde fiquei...tantas vezes morri
Passa o tempo...tempo sem tempo...por mim passou
Não me encontro...não me tenho...onde foi que me perdi

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Meu último poema de amor



Meu amor...hoje não quero que me leias...apenas sente
Cala os silêncios...aquece o vazio do meu coração
Sente-me...envolve-me em ti...terna e docemente
Lê o meu olhar...sente meu amor...na tua a minha mão

Queria...ser rosa vermelha...vestir-me de paixão
Viver no teu amor...a magia de um momento
No meu poema...escrever teu nome...em oração
Numa última noite de amor...voar perdida no Vento

No vazio do meu peito...nasceu uma rosa selvagem
Sedenta de amor...sedenta de vida...de ternura
Queria viver o sonho...acordar envolta nesta miragem
Perdida de mim...tocar o céu...gritar minha loucura

Queria vagar no céu azul...num olhar de sedução
No mar do teu corpo...entregar-me docemente
Voar no infínito do tempo...planar na imensidão
Vestir-me de alvorada...ser tua eternamente

É no silêncio das palavras...que encontro o teu olhar
É no calor do meu corpo...que a ternura em mim navega
Foi no silêncio do meu olhar...que te toquei...sem te tocar
É neste amor imenso...que o meu sonho em ti se entrega

É meu último poema de amor...meu último grito de vida
Na rosa renascida no meu peito...apenas a noite me sente
Meu último sonho de amor...meu corpo em despedida
Última rima...última recordação...que te entrego docemente

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

400 Seguidores...Obrigada



Hoje não choro palavras...não canto poesia...apenas agradeço o carinho...o apoio que encontrei aqui, desde o primeiro dia...cheguei tão vazia...tão só.
Choraram comigo...quando os meu versos eram tristes...alegraram-se comigo quando escrevi versos de amor...abraçaram-me com as vossas palavras...beijaram-me com o vosso apoio...escreveram-me versos lindos que guardarei no meu peito...OBRIGADA.
Sonhei...chorei...voei na escuridão...escrevi dor...consegui escrever amor...fiz-me gaivota toquei o azul do céu...consigo já sorrir...levemente solto ao Vento carícias de amor...nos meus lábios adormecidos nasceu um beijo...rumei ao infínito.
Quero fazer da sombra...luz...esquecer o passado...despir a noite...vestir véus de magia e desejo...fazer da tempestade bonança...da noite...Luar...no meu olhar ter as ondas do mar e serenamente libertar-me de mim...envolta numa suave melodia...encontrar-ME...renascer...ser rosa vermelha.

Minhas queridas e meus querido amigos, deixo o selinho...um beijinho e a minha ternura.

Sonhadora

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Diz-me amor...




Diz-me amor...do tempo sem tempo...da paixão contida
Diz-me amor...dos sonhos...da vida a doer...do vazio
Diz-me amor...dos segredos...da solidão repartida
Diz-me amor...da noite...das madrugadas...do frio

Diz-me amor...do vento nocturno...que meu olhar afagou
Diz-me amor...da tristeza...da ternura...dos beijos proibidos
Diz-me amor...do silêncio...da caricia que por mim passou
Diz-me amor...do teu corpo no meu...da volúpia dos sentidos

Diz-me amor...da loucura...do toque...do desejo
Diz-me amor...da noite sem fim...do abismo...da ilusão
Diz-me amor...da minha boca...da doçura de um beijo
Diz-me amor...da saudade...da distância...da solidão

Diz-me amor...do meu querer...da dor de te perder
Diz-me amor...das lágrimas...do infinito...da eternidade
Diz-me amor...da renúncia...do meu corpo a arder
Diz-me amor...do sonho...da esperança...da saudade

Diz-me amor...do vazio...do meu corpo carente
Diz-me amor...do teu abraço...do grito calado
Diz-me amor...das mãos vazias...do amor ausente
Diz-me amor...da solidão...do silêncio partilhado

Diz-me amor...do vazio da noite...da amargura
Diz-me amor...do toque na minha pele...dos dedos
Diz-me amor...do teu olhar no meu...da loucura
Diz-me amor...da tristeza que me veste...dos medos

domingo, 21 de novembro de 2010

O silêncio das palavras



Há no silêncio das palavras...a angústia...a ausência...o frio da noite...as madrugadas de solidão...preso na garganta um grito...esmagando as recordações...as memórias vestidas de desilusão...de pranto...escritas a sangue...doendo fundo...um silêncio dorido como o tempo...céu sem côr...no meu peito esta eterna sombra...dentro de mim uma alma vestindo a angustia de mil palavras...entre a dôr e o sonho...nas lágrimas que me escorrem dos dedos...entranhadas na solidão do meu rosto...na tristeza que me veste...as palavras são noite...sombras do passado...sonhos perdidos nos silêncios que calo...no cansaço das mão vazias de ternura...abraço que esmaga...que dói dentro de mim...nas palavras que vesti de escuridão...um grito no meu olhar...um vazio que renasce em cada poema...palavras onde me escrevo...onde me choro...nas memórias que sufocam os dias...na lonjura de mim...nas noites de silêncio...tão só...na eternidade das palavras que vestem as madrugadas...que me vestem as noites sem fim...na dôr que não despi...na sombra onde me procuro...no siêncio de todas as palavras...nas amarras do tempo...nas teias do passado que me prende...não me deixa viver...onde não me encontro....onde não me quero.


terça-feira, 16 de novembro de 2010

Lamento



Preciso de ti meu amor...na eternidade de um momento
Preciso do teu corpo...breve sonho onde me aqueço
Preciso do teu amor...do teu calor...do sentimento
Preciso do teu abraço...sem ti meu amor...enlouqueço

Meu amor...olha nos meus olhos tristes...leva-me a solidão
Meu amor...sinto-me tão cansada...tão vazia...tão perdida
Meu amor...tenho medo...tenho frio...aquece o meu coração
Meu amor...adormece no meu peito...cura esta ferida

Queria dizer-te tanto meu amor...mas as mãos estão vazias
As palavras ficaram no sonho...pairando na eternidade
No infinito instante...na minha alma...na bruma dos dias
No tempo...na distância...no abismo da minha saudade

Amei-te...nas palavras...no silêncio...nos meus sentidos
Amei-te...no meu sonho...na distância...no limbo da saudade
Amei-te...nos dias...nas noites sem fim...no sono perdido
Amei-te...no teu olhar...no teu sorriso...além da eternidade

Queria ser tua lembrança...teu sorriso...o teu amor
Queria ser o teu pensamento...tuas noites...teu momento
Sou apenas o silêncio...sou a noite...a minha dor
Sou apenas o instante...a saudade...o meu lamento

Queria adormecer no teu peito meu amor...sentir-te em mim
Descansar no teu abraço...o meu corpo perdido em ti
Tenho medo meu amor...ensina meu coração a sorrir
Fecha os olhos meu amor...deixa-me no teu sonho dormir

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Magoada...Ferida



Estou magoada...muito magoada...tão ferida...tão perdida...tudo e nada...entre o que sou e o que não quero...entre o sonho e a vida...o que sinto...conheço-me e desconheço-me...apenas uma passagem entre o céu e a terra...o nada que me escapa entre os dedos...olhos fechados ao horizonte...cativeiro de mim...alma esvaziada do que fui...do que sou...do que doeu...do que dói...apenas o vazio me acompanha...sentidos dispersos...ausentes...entrego-me à noite...sem alento...alma errante...vesti o silêncio...despojei-me de mim...já nada sinto.
Tão magoada...tão ferida...tão sem vida...sem chão...sem esperança...sem amanhã...sem mim...escuro túnel onde caminho sem chegar...tão vazio o abismo que percorro...tão negro.
Estou magoada...muito magoada...tão ferida...as palavras são noite sombria...punhal dilacerando o nada que me veste a alma...dos meus olhos caiem gotas de solidão...pedaços de vazio...das minhas mãos frias escorre o cansaço...preso na garganta um grito...tão profundo...queimando o peito...esta dor sem tempo.
Neste entardecer esperei o amor o carinho...mas na minha pele apenas este clamor eterno...no meu corpo o frio...vestida de nada...envolta em nada...louca...triste louca...quero envolver-me em mim...esquecer-ME.

Do outro lado de mim...jaz meu corpo tão ferido
Gota a gota...o tempo passa...tão negro e frio
No silêncio dos meu passos...o abismo percorrido
Quero rasgar-me em mil pedaços...esquecer o vazio

Sou a pedra do caminho...sou mulher...amordaçada
Sou fim de Outono...no meu corpo o silêncio de um grito
Sou a noite perdida...a fria dor da madrugada
Vesti o silêncio...despojei-me de mim...nada sinto

Vesti meu corpo de carinho...perdi-me de mim vazia
Vesti meus olhos de pranto...pintei-os de solidão
Vesti minhas mãos de silêncio...envolvi-as em nostalgia
Vesti meu peito de Outono...de espinhos meu coração

No fundo da noite...breu intenso...eterno
No fundo do tempo...uma solidão sem fim
No fundo de mim...o vazio do Inferno
Na recordação...o que sobrou de mim

sábado, 6 de novembro de 2010

Sombras



Sou a sombra do poema...a dor de uma pena
Uma lágrima sentida...uma poetiza sem vida
Fria madrugada...querendo uma alma mais serena
Tempo sem tempo...hora marcada...a partida

Sou a sombra que te toca...o silêncio...escuridão
Sou a noite fria...tempestade...negro véu
Sou o vazio da vida...folha em branco...solidão
Poema de amor...eternidade...tocando o céu

Sempre esta sombra...no meu sonho...no meu destino
Nas folhas secas...nas horas mortas...sempre este medo
No meu coração vive uma dor...jazendo entorpecida
Sempre este tormento...este grito...meu degredo

Há sombras em mim...sombras que choram
Desesperadas...fatídicas...esperam a noite
No meu rosto de crepúsculo...imploram
O que sobrou de mim...restos do ontem

Na sombra da noite...há silêncio...dor e saudade
Um choro de ausência...um grito de solidão
Paisagem vazia...num corpo de eternidade
Um murmúrio...um lamento...perdido na escuridão

No dia...na noite...a minha angustia mora
Nos braços vazios...minha renúncia...eterna agonia
Na sombra do meu rosto...o silêncio chora
Seguirei na escuridão...esperando outro dia

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Chamo-te



Chamo-te...no silêncio dos meus braços vazios...na distância que nos separa...no eco doce da tua voz, na eternidade de mim...no infinito do tempo...instante da minha saudade...na noite do meu desejo...no meu coração cansado...na imensidão do fogo que me rasga o peito.
Chamo-te...grito o teu nome na escuridão da minha alma...nos labirintos do vazio...na minha carência...no céu imenso da minha mágoa...és tu o meu corpo...as mãos vazias...tocando a solidão...esperando este amor sem tempo...na vida que renasce...nos sonhos que me deste...na ternura onde envolveste a minha alma...acalmando as dores de um passado tão frio.
Quero fechar os olhos e pintar meu sonho de veludo...caminhar entre a sombra e a luz...no amanhecer do meu peito...no Vento que acaricia o meu rosto triste...na saudade que me abraça.
És o tempo infinito...tudo o que resta de mim...o céu sem fim...um oásis no deserto do meu olhar...o Verão no Outono do meu corpo dorido...o despertar dos meus sentidos...envoltos na noite que quero esquecer...o calor das frias madrugadas...a luz que ilumina a minha escuridão...és a vida...o sonho que vive em mim.
Queria vestir-me de loucura...cortar as amarras...deixar-me levar num doce sonhar...vestir o amor como quem veste a pele...abraçar-me e livre voar...plena de mim...soltar o grito que calo na alma...soltar as palavras...entregar-me sem medo...viver...amar.



quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sem te ter



Sonho-te...espero-te amor...sem te ver...sem te ter
Guardo-te no meu peito...escrevo-te em verso...em prosa
Escrevo desejo...choro a paixão...neste querer não poder
Visto o meu sonho de seda...renasço em ti...faço-me rosa

No meu sonho...há carícias mudas...palavras de amor
Leve...tão leve...a tua mão...afagando a solidão
Meu refúgio eterno...o teu olhar...despe-me a dor
Leve...tão leve...o teu sorriso...aquece-me a escuridão

Sonhei o amor...a ternura...a tua boca num beijo
Toquei-te...sem te tocar...amei-te...sem te ter
Na noite sem fim...chamei-te...vesti-me de desejo
Perdido no teu olhar...o meu sonho a amanhecer

És o meu poema...amante prometido...meu amor
És o meu sonho...a doce ternura do meu coração
És a esperança breve...minha carne...minha dor
És o meu segredo...minha loucura...minha ilusão

Sou solitária sonhadora...meu amor voa no vento
Docemente...embalo meu sonho...na tua doce magia
Nas palavras...no silêncio...está todo o sentimento
Nas tuas mãos...o meu corpo...envolto em poesia

Sou o sonho...o desejo...o mar do teu corpo
Sou o silêncio...o pecado...a noite...a paixão
Sou a flor...sou o beijo...a ternura...amor louco
Sou a madrugada...teu momento...emoção

sábado, 23 de outubro de 2010

Doi Tanto


Doiem-me as palavras...visto-as de tristeza...calo o grito no meu peito...este eterno grito...esta vontade de infinito...nos olhos vazios...na noite que morre em mim...que vive em mim...nesta solidão sem fim...sinto-me tão cansada...neste entardecer tão frio...nesta noite tão negra.
Doi-me a ausência...doi-me o tempo que de mim não resta...doi-me a alma...doi-me o silêncio...não sinto nada...doi apenas.
Doi-me o meu rosto cansado de tristeza...neste vazio...onde morre a saudade...entre o sentir e o pensar...entre o que arde e escurece dentro de mim...entre o céu e a terra...entre a morte e a vida.
Doi-me a escuridão que me envolve...doi-me a angústia que grita em mim...que morre em mim...doi-me tudo e nada...o fantasma que sou...na sombra que chora por mim...vazio tão profundo...ferida que sangra...e doi tanto...num abraço da solidão a apertar-me o peito.
Doi-me a dor...doi-me o que sou...o que queria ser...o fim do fim...o sonho...a mágoa...a ilusão...o abismo rasgando o peito...tão só...tão perdida...apenas a dor me veste...manto eterno de solidão...apenas a dor me prende à vida...de mim nada resta...sou apenas o silêncio nas mãos do tempo num grito de eternidade.

Vestida de amargura anoiteci...fechei os olhos à vida
Parei o tempo e ouvi em silêncio o eco do meu lamento
Percorrendo o caminho que resta...tão de mim perdida
Neste vazio que vai corroendo...a alma e o pensamento

Acorrentadas ao silêncio...guardei palavras de amor
No meu corpo desfeito...apenas o vazio...o infinito
Nas cinzas do meu coração...sepultei a minha dor
Vestidas de escuridão...as palavras...fundo labirinto

Há em mim...uma solidão imensa...a fria madrugada
Um silêncio profundo...gritando na noite sem fim
Um cansaço...uma tristeza no meu corpo sufocada
Doi tanto cada instante...saudade infinita de mim

Olho-me no espelho...apenas vejo o meu fantasma
Mulher morta...onde apenas a dor me prende à vida
Chorei por mim...chorei-me no vazio da minha alma
Tempo e eternidade...abismo profundo...tão perdida

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Corpo Amordaçado



Sabes amor do meu corpo amordaçado...da renúncia de mim
Das brumas...do silêncio da noite...das sombras...da solidão
Dos meu lábios frios...sedentos de um beijo...sedentos de ti
Do teu corpo no meu corpo...da tua mão presa na minha mão

Sabes amor...da ausência...das madrugadas vestidas de frio
Do desejo no meu corpo...da pétala...da rosa a abrir em mim
Das cinzas onde arderam os sonhos...da escuridão...do vazio
Do tempo perdido...da distância...do olhar que chama por ti

Sabes amor...do meu corpo fremente a anoitecer...do cansaço
Da ternura que trago em mim como um beijo doce de Outono
Das palavras murmuradas ao vento...do silêncio que não refaço
Do teu toque no meu corpo fremente...da loucura do meu sonho

Sabes amor...da bruma no olhar...da amargura...das lágrimas
Do cansaço de mim...da solidão a doer esmagando o coração
Dos abismos onde naufragaram os corpos prenhes de mágoas
Do instante dos sentidos...da ternura que guardo na minha mão

Sabes amor...do meu corpo adormecido no vazio do meu leito
Dos lençóis de mágoa...da noite imensa abraçando a solidão
Das madrugadas vazias...das flores que secaram no meu peito
Do olhar que te chama docemente num breve instante de ilusão

Sabes amor...do silêncio do meu grito...nas noites sem fim
Do imenso cansaço...da vida ...da eternidade...do infinito
Das correntes que prendem...cada pedaço rasgado de mim
Dos caminhos errantes onde me perdi...do escuro labirinto

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O meu sentir...



Deixa-me sonhar...deixa-me renascer...mesmo que depois vá morrer...deixa-me adormecer em ti...no teu olhar...deixa-me chorar-me...chorar-te...deixa-me amar-te...deixa-me silenciar a lágrima...viver o sonho...mesmo que depois vá morrer...deixa-me cantar amores impossiveis e infinitos...no meu silêncio...no meu grito...na saudade de mim...deixa que passe por mim a ternura...no meu corpo abandonado à eternidade...deixa-me ser a voz do vento...no amanhecer dos sonhos...na dor e cansaço...na vida que me corre nas veias...numa lágrima que se fez ternura...no abraço longo do tempo...mãos entrelaçadas...vozes caladas...um sorriso apenas...um beijo...mesmo que depois vá morrer.
Sou eu o vazio...o sonho por viver...a minha mágoa...a minha dor...um sonho...o meu amor...depois posso morrer...na tristeza que a minha alma carrega...poema derradeiro...memórias eternas de mim...rasgão no peito...apenas um instante na eternidade...infinito que se fez paixão.
Permiti-me sonhar...amar...renascer...agora já posso morrer.



sábado, 9 de outubro de 2010

ENTRE O SONO E O SONHO



Não me deixes só...no silêncio da minha dor
Não me deixes só...no meu grito no meu lamento
Não me deixes só...no meu sonho...no meu amor
Não me deixes só...dá-me a mão...vive o momento

Hoje não quero sentir...quero sepultar a mágoa
Hoje serei paixão...ilusão...irei tocar a lua
Hoje serei mar...tempestade...gota de água
Hoje vou morrer e ressuscitar...eternamente tua

Dentro de ti me procuro...encontro-te sempre em mim
Nos braços do tempo...me deixei embalar
Entre a dor e a mágoa...meu amor me perdi
Hoje nos braços do tempo...quero contigo voar

Solta no meu peito...eterna amante...solidão
Perdida...cansada...nesta dor que grita por ti
Sou a flor a anoitecer...eterno verso...escuridão
Vôo ao infinito...onde quero que esperes por mim

És o abraço da minha solidão...um pedaço de mim
O meu horizonte...o meu caminho...de negro vestido
A minha saudade...as minhas mãos...vazias de ti
Meu sonho de Outono...meu amor...meu grito perdido

Na solidão...a noite...no meu coração o teu olhar
Sombra e luz...restos de ternura...tudo e nada
Entre o sono e o sonho...a paixão...o luar
Entre o amor e o infinito...a fria madrugada

terça-feira, 5 de outubro de 2010

PETALAS...DE DOR



A noite me envolve...o silêncio me afaga os sonhos...onde meu corpo se permite...ser corpo de mulher...abraçando as sombras...as palavras onde guardo o amor...os poemas...a vida...as lágrimas.
Sou a noite por acordar...sou o sentir que não ouso dizer...sou a menina-mulher perdida no tempo, num abraço infinito...sou as letras que escrevo...são silêncios...instantes guardados em bocas que não se beijam...mãos que não se tocam...sonhos que já não sonho...no meu corpo...na minha renúncia...nas palavras que não dizemos...sou tanto e tão pouco...
Queria deixar-me abrir em pétalas e nos teus braços voar...nas asas do sonho...amar-te em silêncio...entregar nas tuas as minhas mãos...tocar-te a alma...sentir-te em mim.
Olhos nos olhos...entregues à magia do momento...despir-me de preconceitos...viver o sonho...o amor...ser mais que palavras...ser vida...renascer...desnudar-me...permitir-me sentir o que arde em mim...sentir apenas...em silêncio adormecer nos teus braços...deixar-me envolver no que grita em mim...grita por ti...mas apenas no sonho te encontro.
Foste a minha última ilusão...meu amor de Outono...meu beijo adormecido...
Serás doce recordação que guardarei na alma...procura-me no infinito...é lá que espero por ti.


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Um abraço...o instante...um sonho



Abraça-me forte...em silêncio...meu amor
Sente-me...sussurra baixinho...estou aqui
Dá-me as flores do desejo...leva-me a dôr
Dá-me as horas...o tempo...um pedaço de ti

No meu corpo te sonho...nas flores...no vento
No amanhecer...na distância...no luar
Nos lençóis frios...na paixão...no meu lamento
No infinito...na eternidade...te vou sonhar

Quero-te...no meu entardecer...contigo voar
Ser rosa renascida...vestir-me de poesia
Sentir-te...seres a minha noite...estrela e luar
No infinito...voar contigo...dia após dia

Queria tocar o que não tenho...sentir o que não toco
Despir a minha sombra...todos os sonhos sonhar
Caminhar neste Outono...na nudez do teu corpo
Um breve instante...os meus lábios...sede de amar

No vazio das minhas mãos...pulsa a eternidade
Apenas no infinito te encontro...no infinito te beijo
Na minha boca...morre um beijo...a saudade
Procura-me na imensidão...no meu corpo...no desejo

Além do sonho...além da alma...além de mim
Além da vida...a ilusão...que não posso ter
Sente as palavras...o silêncio...que está em ti
Leve como o vento...um instante...meu querer

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

VOLTEI...PARA FICAR



Minhas queridas e meus queridos amigos

Obrigada por todo o carinho que me deram .
Estou bem agora...o pior já passou, estou novamente de pé.

Tentei afastar-me, mas senti-me tão só, tenho necessidade do vosso carinho, das palavras de amizade, que encontrei aqui.

Vou continuar a escrever-ME...a sonhar-ME.

OBRIGADA...deixo o meu carinho por tudo o que me têm dado.
 Sonhadora

   

                                                      SENTE-ME...SINTO-TE


Pega nas minhas mãos...e lê-me...em cada letra sou eu...sente-me nas palavras que deito ao vento, nas lágrimas derramadas em cada página de vida...nas palavras que não digo...está o que sinto...o que penso...o que choro.
Sou o poema que te enlaça...sou o sonho por viver, sou o silêncio da noite...a escuridão do amanhecer.
Sente-ME...o que escrevo é um pedaço de mim que te entrego...a minha alma...a saudade de mim...o Outono do meu corpo...num abraço de tempo...no infinito.
Escrevo-te o silêncio...o vazio...sente-o...está em mim...rasgando a noite, na mágoa que escorre do meu peito...se faz palavra...se faz poema.
Sente-ME...nas palavras tristes...na noite...no meu lamento...nas lágrimas...na memória que se fez saudade...nesta dor perdida no tempo...não digas nada...SENTE apenas.
Afago as palavras...suavemente...na ponta dos meus dedos...dispo os segredos...escrevo-ME...abro a alma...e o tudo é nada...um rio de silêncio...solidão eterna a rasgar-me o peito...as palavras...grito mudo...chamando por ti...SENTE-AS.
Os pedaços de vida que te entrego...são retalhos de mim...são a ferida que não acalma...silêncio e sangue...escorrendo das palavras...sem palavras...no vazio das minhas mãos...SENTE-O.
Dói-me a vida...dói-me a saudade...dói-me o sonho que sonhei...nas sombras que me abraçam...no fim do fim...onde não me encontro...onde não te encontro...na distância que nos separa...entre as palavras e o silêncio...SENTE-ME.






sábado, 18 de setembro de 2010



Queridas amigas e amigos.

É com o coração apertado que me estou afastando deste meu cantinho onde a minha solidão se tornou menor, mas neste momento não consigo.

Talvez volte, sei que as saudades vão ser muitas...não consigo escrever mais.

Deixo um beijinho e o meu carinho, por tanto que me deram.

Sonhadora

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

FUI...E VOLTEI

Minhas queridas e meus queridos amigos

Não vos tenho visitado, estive fora do ar

Entrei de urgência no hospital, com uma arritmia, que não obedeceu a medicamentos, entrei em fibrilação ventricular, tiveram que me fazer cardioversão.

Diagnosticaram-me um aneurisma no septo interventricular e WPW (sindrome de pré-excitação ventricular).

Estou medicada, o coração voltou ao normal, estou bem, foi só um susto.
Desculpem, mas senti necessidade de desabafar, talvez por não me sentir apenas amiga virtual.

Tenho 3 filhos maravilhosos, são a luz dos meus olhos, a minha vida, são TUDO, são EU. A mãe gosta de cá estar.

A Mulher: vê passar a vida sem coragem para soltar as algemas que me prendem à solidão...numa vida que não quero, num vazio sem tamanho.

A vida é o aqui e agora...apenas o momento, nada além disso, o corpo é apenas uma passagem, hoje estamos e somos, a seguir podemos não estar nem ser.

Sou apenas expectadora da vida, não a vivo, o que escrevo sou eu. Na solidão...nos sonhos...nos desejos.

Sem coragem e talvez sem tempo para a viver. Mas por vezes qualquer coisa nos vem abanar, acordar.

Desculpem, deu-me para o sentimento, neste mundo virtual apenas somos as palavras, mas tive saudades de todos.

Sonhadora

domingo, 12 de setembro de 2010

Num dia sonho...no outro solidão



Num dia sou sonho...no outro fria escuridão
Num dia sou amor...no outro vida perdida
Num dia sou felicidade...no outro fria solidão
Num dia sou paixão...no outro fera ferida

Meu coração dói...não tem asas para voar
Ficou em silêncio...esperando o teu olhar
Perdeu-se de ti...envolveu-se em solidão
Na ponta dos meus dedos...um poema...a ilusão

Voa comigo...de encontro ao infinito
Em silêncio...num abraço...a eternidade
Nas palavras por dizer...está tudo o que sinto
No meu peito guardo...a ternura a saudade

Apenas a dor...veste o meu triste olhar
No teu silêncio...na minha renúncia...meu fim
Dentro de mim nada resta...queria tanto voar
No meu silêncio...todo o amor que vive em mim

A dor dói...choro baixinho...só para mim
Queria esquecer as feridas...em flor renascer
Mas é tão escuro o caminho...não vejo luz nem fim
Apenas um passado sem futuro...o meu entardecer

Almas ausentes...doce lembrança...minha dor
Um grito...um lamento...no meu peito ficou
Na escura noite...lua dos amantes...ficou o amor
Um sonho lindo...um sorriso...que por mim passou

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

UM ANO DE BLOGUE

ESTE É O MEU PRIMEIRO SELINHO, PARA TODOS COM O MEU CARINHO

Faz hoje um ano que cheguei aqui...sentindo-me NADA...passos errantes...coração em cinzas...TÃO SÓ.
Fui escrevendo as minhas emoções...o meu sentir...a minha solidão, que gritei e alguém me ouviu (os meus primeiros seguidores a Cynthia e o Ricardo), a pouco e pouco foram chegando mais...fui recebendo cada vez mais carinho.
Escrevi solidão...abandono...escuridão, mas com o vosso apoio senti-me novamente PESSOA, e as minhas mãos que estavam tão frias...conseguiram enfim escrever paixão...desejo...amor.
Sonhei Noites de Verão...escrevi Noites de Amor...consegui sonhar.
Obrigada minhas queridas e meus queridos amigos...já todos fazem parte da minha vida...não conseguiria viver sem as vossas palavras.

Hoje com 330 seguidores e 50 000 visitas...não estou tão só.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

DEIXO-VOS OS DEVANEIOS DA SONHADORA(só por hoje vou sonhar ao Vento).amanhã logo se vê.



Meu sangue ferve...em gotas de amor sem fim
Nesta distância de ti...o teu toque me percorre
Na berma do teu corpo...quero descansar enfim
Há o sabor do desejo...na seiva que em mim corre

Na ponta dos meus dedos...uma explosão de desejo
Lábios em flor...gemidos selvagens...canção de amor
Corpo despido...lentamente...esperando o teu beijo
Vestida de desejo...sou a sonhadora...paixão em flor

Afago-te os cabelos...neste desejo a amanhecer
Sussurro palavras de amor...cubro-te de ternura
Dispo preconceitos...visto-me de luxuria...de querer
Perco-me em ti...amo-te...sou loucura

No meu corpo...corre um rio...ondas de prazer
No meu olhar...o teu corpo...vive em mim
As tuas mãos percorrem...meu desejo a amanhecer
No meu sangue quente...arde um beijo...de mim em ti

Ensina-me a voar...entra no meu corpo...na madrugada
Provoca-me...enlaça-me em ti...murmura suavemente
Palavras de amor...gritos loucos...despertando a alvorada
Na minha nudez...abandono-me em ti...docemente

Na tua pele...visto-me de amor...dispo-me de mim
Escrevo desejo...com o vermelho da paixão
Na dança dos corpos...estás em mim...estou em ti
Ardentemente...entrelaço na tua a minha mão

sábado, 4 de setembro de 2010

ROSA NEGRA



Nasci rosa...sedenta de sol...fiz-me noite escura
Desfiz meus sonhos...perdi o sorriso...fiz-me solidão
Ceifei o desejo...calei a ilusão...fiz-me amargura
Perdi o perfume...na noite negra do meu coração

Entre as minhas lágrimas...ficou a rosa do desejo
No meu coração magoado...silenciosas mágoas
Perdido no meu corpo...o vazio de um beijo
Nos meus olhos...corre um mar de lágrimas

Os meus poemas...são rosas que deito ao vento
São gritos...na noite que se veste de luar
São lágrimas amargas...são solidão e tormento
São a mágoa...escorrendo do meu olhar

Desenhei o vazio...nas sombras negras dos dias
Onde minha alma caminha...cansada de caminhar
Perdida de mim...perdida de ti...nas noites vazias
Espero em silêncio...cansada de tanto esperar

No meu peito guardo as rosas...no tempo esquecidas
Nos meus olhos...lembranças que se desvanecem
Nas palavras sufocadas na alma...caricias perdidas
No meu peito as rosas...são lágrimas que amanhecem

Luz da noite...branca rosa...que de negro pinto
Meu silêncio...minha sombra...asas do meu sonho
Espero a morte...esqueço o amor...que não pressinto
Sepultura...pedra fria...em ti meu corpo deponho

domingo, 29 de agosto de 2010

Sonho-me...sonho-te...na eternidade



Sonho-me...sonho-te...sonho o amor...mas lentamente a treva me envolve...caminhando para o fim...sem presente...sem futuro...tão só...tão carente de amor...no medo de deixar o meu coração falar...sentir...amar...nesta renúncia que me doi tanto...escuridão sem fim que me envolve...sem luz...apenas um abismo profundo...enterrada na mais profunda solidão...amargurada...vencida...meu coração chora...choro-me...sonho-te...choro a vida...choro meu corpo morto...chamo a morte...adio a vida...esperando que o amor vença a dor...neste vazio que é morte...correndo sombrio...onde não existo...no limbo do meu sonho...um toque...um beijo...um adeus...nas horas que fazem doer a pele...amordaçando a angústia de um grito...as lágrimas...na solidão de dias esmagados...cinzas de mim...mortalha onde sepultei o sentir...onde escutei o silêncio...sonhando o amor...esperança adiada...um grito no meu olhar...dor e ilusão...mágoa e cansaço...amor e medo...pedaços desfeitos de mim...no Eu que se enterra na solidão...esperando na ETERNIDADE...renascer...ser luz...abandonar a treva que me segue...envolta na mais negra escuridão...nas noites vestidas de lágrimas...no meu corpo amordaçado...prisão de mim...sonho-te...sonho-me...sonho a vida...esperando na morte a libertação...negra despedida...Inverno frio na Primavera que sonhei...apenas o sonho me acaricia...me dá ternura...presa e solta...desejo...num querer...não poder...visto-me de loucura...sonho-me...sonho-te...mas tudo é tão frio...até as lembranças.


Vou sonhar-te...até que as horas me rasguem a pele
Acordando a noite...no fogo do meu olhar
Entrego-te a minha ausência...em cálice de fel
Sinto-me tão só...tão cansada...de esperar

Escrevo a palavra amor...perdida em desvario
Lembro a palavra amor...na solidão do momento
Digo a palavra amor...no meu rosto...tão vazio
Escrevo a palavra amor...no livro do meu lamento

Grito ao Vento...espero em silêncio...na noite do meu olhar
Há uma claridade triste...no meu corpo que foi vida
Chove no meu peito...em mim...é a vida a soluçar
Na nudez do meu corpo...beijo o silêncio em despedida

Dentro do meu peito...o amor...a renuncia...de mim
Envolvendo meu coração...tanta dor...tanta mágoa
Apenas a noite me segue...a noite sem fim
Na minha campa...apenas uma rosa...uma lágrima

terça-feira, 24 de agosto de 2010

SÓ POR UMA NOITE



Só por hoje...vou rasgar os poemas...sonhar no vento
Só por hoje...vou perder a lucidez...entregar-me ao amor
Só por hoje...vou esquecer a noite...viver o momento
Só por hoje...vou subir ao céu...deixar a dor

Só por um instante...vou calar a solidão...ser lua
Só por um instante...vou esquecer a mágoa...sonhar
Só por um instante...quero ser vida...quero ser tua
Só por um instante...quero ser paixão...deixar-me amar

Só por um momento...quero vestir-me de loucura
Só por um momento...quero ser vulcão...luar de paixão
Só por um momento...quero ser EU...ser ternura
Só por um momento...quero dizer...bom dia escuridão

Só por uma noite...quero que as minhas mãos sejam afago
Só por uma noite...quero gritar meu nome ao vento
Só por uma noite...quero ser luz...cristalino lago
Só por uma noite...quero amar...sem um lamento

Suavemente...quero envolver-te em mim...amar
Suavemente...visto-me de seda...sou paixão
Suavemente...estou em ti...sou corpo fremente
Suavemente...o amor embriaga meu coração

Meu corpo estremece...voa no vento...rumo ao infinito
Desnudada...solto emoções amordaçadas...minha espera
Deambulando no meu sonho...em mim te pressinto
Na rima do meu poema...quero escrever Primavera

sábado, 21 de agosto de 2010

ESPELHO VAZIO



Por detrás do espelho...um rosto vazio...um olhar de cansaço...murmúrio do tempo...envolto na sombra...perdido no espaço...sem horizonte...gritando pela eternidade, no limbo da amargura...rasgando o peito em desalento...percorrendo meu corpo...a noite interminável...eco das madrugadas...nas ruas solitárias onde me procuro...obscura imagem...refúgio de mim...reflexo da minha dor...lágrima de prazeres esquecidos...pântano negro onde navego...tão só...tão sedenta de carinho...tão esquecida de mim...ansiando por noites de amor...que não vão chegar...abismo sombrio onde repousa um corpo que foi flor...agrilhoado num sentir que já não sente...morrendo em mim a vida...onde não estou...onde não SOU...cravadas no meu peito as rugas da solidão...linhas perdidas de desespero...num sorriso que passou...sombra vagando no meu olhar de silêncio...emoções feridas...doridas ...amordaçadas...no anseio de um beijo...de um corpo a estremecer de prazer...perfume amargo...esperando em silêncio...vôo rumo ao infinito...no manto eterno da noite...sombra negra onde desenhei o vazio...no meu olhar de solidão.


Na noite que chega...há um espelho vazio
Chorando meu rosto...de penumbra desolada
Dentro de mim há chama...paixão e frio
Perdida no sonho...anoitece em mim a madrugada

Na minha alma...há Invernos...rios de dor
Nos meus lábios...no meu corpo...um deserto desolado
Ficou no tempo...o cansaço...onde esperei o amor
Meu coração chora...vestido de negro...de espinhos cravado

Começa a entardecer...poisa em mim a noite negra
Inundando de tristeza...meu pobre olhar cansado
Nesta sombra que me envolve...onde a luz não chega
Desagua no silêncio...meu pranto dorido...magoado

Cansaço...desilusão...um grito no meu peito
Na minha alma ferida...a mágoa...meu desgosto
Fria solidão...escura madrugada...na cama onde me deito
Há um silêncio de morte...espelho do meu rosto

terça-feira, 17 de agosto de 2010

SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO



Antes do anoitecer...quero docemente pernoitar em ti
Quero partilhar o fogo...o meu amor...no teu corpo
No coração em desordem...quero amar-te enfim
Rasgar a madrugada...gritando este amor louco

Quero estremecer de amor...beijar-te a boca
No meu rosto a fúria da paixão...o sabor do desejo
Ser oceano...navegar em ti numa ansia louca
No meu corpo sentir...a loucura de um beijo

Sou a tua semente...compacta e quente
Quero dar a mão ao mundo...beijar o vento
Sentir o teu abraço...teu beijo fremente
Sentir a Primavera...numa paixão ardente

Quero-te...nas horas...no tempo...doidamente
Neste amor que é vida...é carne...é desejo
Lábios a sorrir...uma rosa vermelha...fremente
Quero-te meu loucamente...morrer no teu beijo

Na perturbadora intimidade das carícias
Nos meandros mais secretos do teu corpo
Avassaladora paixão...recanto de delícias
Entrego-me em ti...num desejo louco

Sou o vento que queima...sou a paixão
Palavras doces...emoção sem segredo
Meu nome é flor...sou luar de ilusão
Sou desejo...sem culpa...sem medo

No meu corpo...rosas vermelhas ardentes
Incerto bater de coração...instante de paixão
Volúpia de veludo...nos meus lábios frementes
Versos de amor...sonho de uma noite de Verão


PARA TODOS QUE ME DÃO TANTO CARINHO
AQUI DEIXO ESTE POEMA DE  "SONHADORA"

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Tristeza...Nada


Nas noites em que esperei o amor...no meu corpo que é noite...esquecido...tão frio...na cama vazia... feita de silêncios...gritos de desejo...que ficaram...noutros gritos...noutros tempos...no vazio sem fim... de um corpo só...sob as estrelas...na escuridão da noite...morto...não tocado...não amado...só um corpo na noite de todas as noites...nuvem de ausência...corpo que foi vida...hoje terra fria...vestido de lamento...restos de mim...um corpo só...queimando como fogo em brasa... num existir sem tempo...como uma onda de tempestade...nos labirintos do desejo...na solidão que dorme a meu lado...gritos surdos de abandono...acordando a madrugada...o vazio...tristeza...nada.


Meu anseio de ventura...fez-se noite...noite escura
Lágrima oculta...meu entardecer...em despedida
Meu desejo...ficou no Vento...envolto em amargura
Meu corpo...sedento de toque...sedento de vida

Minha alma é tristeza...dobram os sinos...choram por mim
A angustia aperta meu peito...a dor cresce...é funda a ferida
Neste abismo de tortura...cai a noite...escuridão sem fim
No meu corpo em desalento...ficou a dor...sepultei a vida

Neste amor infeliz...há um leito frio...meu desejo
Nas minhas mãos abandono...silêncio distante
Dias negros...noites negras...na solidão de um beijo
Gasto pelo tempo...meu corpo...caminha errante

Minha espera...meu tormento...minha lágrima contida
Minha amargura...desengano...meu cantar de solidão
Minha saudade......minha dor...meu corpo em despedida
Meus desejos perdidos...meus sonhos...fria recordação


domingo, 8 de agosto de 2010

Sem Rumo



Os anos passaram...as memórias se apagaram
Pisei meus sonhos...esqueci-me de mim...de ser
Sorrisos amargurados...pedaços de nada...meu querer
Palavras caladas...instantes vazios...em mim ficaram

Meu peito...beco de agonia...rua de solidão
Vazio infinito...horas mortas...a noite me abraça
Neste torpor agonizante...chora a mágoa meu coração
Neste caminhar sem rumo...a saudade me enlaça

No meu olhar sombrio...ficaram meu sonhos...o nada
Sepultadas na alma...as primaveras que não vivi
Na tortura do tempo...ficou a vida acorrentada
Paisagem morta...sombra e fantasma de ti

Vive esquecida no meu peito...a rosa que não abriu
No meu corpo de menina...que era doce brisa
Perdido no tempo...vestiu-se de negro...fez-se vazio
Na ternura de mim ausente...o meu coração agoniza

Ficaram as promessas...esquecidas no meu leito
Ficaram as noites de amor...perdidas no desejo
Ficaram as palavras...que magoaram o meu peito
Ficaram nas madrugadas...as sombras...o teu beijo

Caminho na treva...sem rumo...abismo vazio
Fui tudo...sou nada...fui amor...sou chão
Sou sangue...sou noite...fui flor...sou frio
Fui vida...sou morte...eternamente solidão

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Fui Chama...Sou Frio



Fui raio de sol...fui o momento...vivi em ti
Na chama do meu olhar...havia luz...ficou o frio
Sente o amor...esse amor...que ficou em mim
No meu corpo ficou a dor...correndo como um rio

Deixa que o meu poema...sonhe o amor
Que no meu leito...o silêncio se apague
Que as minhas mãos...esqueçam a dor
Que o meu corpo...seja canção que te afague

Olho-me...não me vejo...o espelho está vazio
Procuro-me...na sombra em que me tornei
No corpo...na alma...palavras silenciadas...olhar frio
Nas saudades de mim...ficou o tempo onde te amei

Falta-me o calor dum corpo...a aquecer a solidão
Na ausência que arde na alma...grita no meu peito
Chorando em silêncio...murmura a dor meu coração
Nas noites vazias...abraço-me...sou esquecimento

Procuro vestígios de nós...na memória de um beijo
No instante que ficou...no meu corpo em despedida
Morreu em cada lágrima...a ternura do desejo
Perdida na lembrança...uma paixão que foi vida

Sou tempo de ausência...distante de mim
Sou peregrina da solidão...sou noite...fui lua
Fui desejo...fui vulcão...que se apagou em ti
No esplendor da mocidade...onde fui tua

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Renúncia



Na minha renúncia...perdi-me de mim, nesta dor que me vence...ficou a vida...meus destroços, abandonados entre as ruínas de um amor amortalhado...na distância que nos separa...onde repousa o meu olhar sem cor...no teu olhar frio...espalhando o silêncio, nesta agonia onde o vazio se fez espaço habitado de penumbra...na memória ainda quente...dolorida recordação de feridas antigas...flores mortas no meu peito...na angústia do tempo...no meu rosto de solidão...nas madrugadas sem retorno, num esquecimento de afecto e memória...no meu olhar...todas as despedidas...no frio que ficou suspenso em tantas noites...no vazio que se entranha no meu corpo...esgotado de esperar um afago...um carinho...uma noite de amor...um adormecer sem lágrimas...um suspiro sem pranto...um sonho sem pesadelo...um instante de ternura...uma noite sem solidão.


Estendo os braços à noite...só encontro a solidão
Ressoando no silêncio...o abismo onde me perdi
No meu peito um grito...rasgando a escuridão
No meu corpo a ausência...no vazio que está em ti


No vazio...ficou o silêncio...minha mordaça
Nos meus braços...só a noite..a recordação
Nas minhas mãos...o nada...no tempo que passa
Na minha boca...um beijo...um olhar de solidão

Na noite...meu coração chora magoado
É silêncio...é sangue a correr do meu peito
Chora de abandono...chora um amor passado
Chora a saudade...chora um sonho desfeito

Queria a primavera...que ficou na minha infância
Onde apanhava flores...nas manhãs luminosas
No meu olhar...onde morava a esperança
Renascia em cada dia...no meu peito havia rosas

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Marcas



Sou árvore caída...esquecida...sou vazio
Vivo a tristeza...que tortura...que é dor
Nas folhas mortas...que meu corpo vestiu
Sou terra seca...corpo sem amor

Sou vida vazia...marcada na dor
Cais abandonado...barco naufragado
Na minha alma o vazio...sem amor
Dentro do peito...chora o passado

Queria ser a Primavera do meu sonho
Não o gemido deste triste Inverno
Queria a alvorada...sou abandono
Adormeço na dor...acordo no Inferno


No meu sofrimento...na minha loucura
Nas minhas lágrimas...todas as vidas e mortes
Toda a impotência...toda a amargura
Todo o sofrimento...todos os desnortes

Triste saudade...que no meu coração choras
Na lembrança...de tudo que fugiu de mim
Na eternidade...onde tu felicidade moras
Marcas profundas...de tudo que não vivi

Choro sobre mim...choro por mim
Nas sombras da noite...chamo a eternidade
Aboboda escura...sou sombra de ti
Na solidão da noite...choro a saudade

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Corpo Vazio



Há no vazio um abismo negro, de emoções apagadas...dias despidos de vida...manhãs cansadas...cinza negra...escorrendo do meu peito...nas palavras gastas pelo tempo...num silêncio dolorido...clausura de sentires...marcas de dores, que o vazio deixou...lado escuro da noite...que me vestiu de madrugadas por viver...no frio que me percorre o corpo...nua de amor...solidão a dois...prazer inventado...sombra de desejo...no vazio que arde em mim...rasgando o meu corpo...restos de chama desvanecendo-se...leito de mágoa...onde não estamos...não somos...no desejo que ficou em mim...ardendo em sangue...nos lençóis que não se desfazem...ficou apenas o silêncio...morrendo no meu corpo...perdido na ausência...no frio que nos separa...no nada que sobrou de mim...dor do tempo...despida de madrugadas...sonhos perdidos...pétalas negras...lágrimas do meu corpo adormecido...neste leito de penumbra...noite gelada de solidão...abraçando meu corpo de Outono.


Escrevo na noite...este vazio que se fez loucura
Meus sentidos alucinados...amordaçados...feridos
Vagando na solidão...alma perdida em amargura
Num abismo profundo...ficaram meus sonhos perdidos

A solidão percorre-me o corpo...nua de amor
Noites e madrugadas...prazer inventado
Percorro o vazio...nas rimas da minha dor
Cravada no meu peito...a mágoa do meu passado

No meu corpo adormecido...arde uma lembrança tua
Obscura sombra...frio do tempo...na noite perdida
Desejo...morrendo em mim...na sombra da lua
No vazio de ti...ficou em mim...saudade sentida

Sou o lamento...a dor que o passado deixou
Sou a voz calada...num grito de solidão
Sou o desejo...que no meu corpo ficou
Sou a noite...rasgando a escuridão

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Profundo de mim



Caminho em vales de águas profundas
Minha alma anoitece...nas lágrimas que choro
No infortúnio onde navego...nas preces mudas
No breu da minha solidão...por ti morte imploro

Morre a tarde...dobram os sinos...alma moribunda
A esperança agoniza...no meu olhar...na minha voz
No meu coração...solta-se uma mágoa profunda
Tomba em mim a noite...minha amante...meu algoz

Fria, lenta...esta agonia...abismo sem fim
Tempo sem tempo...infinito de solidão
Negra noite...negro destino...onde me perdi
Nesta dor sem tréguas...amortalhei o coração

As horas caiem...no meu silêncio...meu entardecer
É Inverno na minha alma...chove no meu olhar
Sinto o frio...na sombra dum sonho a morrer
Gritando dentro de mim...uma dor a soluçar

Sopra na minha alma na noite sombria
Uma dor lancinante...um medo de viver
Um peso que guardo em mim...lenta agonia
Um querer...não querer...o nascer do dia

Minha poesia...desliza dos meu dedos...em oração
Gritando as dores...o infortúnio...minha saudade
Memória sem memória...rima esquecida no chão
Folha morta do meu ser...na minha alma...a eternidade

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Perdida de Mim



Há em mim o vazio da noite...as minhas mãos continuam vazias...o meu coração está morto...é pedra fria...esperando na noite que morra o dia...esperando em mim o esquecimento...nas palavras contidas na sombra...vazio de um tempo que foi partilhado...que hoje é lágrimas apenas...traços de passado escorrendo por entre os meus dedos...dias gastos...cravados em mim...amargos...sabor a sangue...alma sombria...a rasgar-me o peito um grito...a tortura da ausência...terra seca de sentires...mortos na dor...nos enganos...nas sombras que em mim se encerram...sombras de morte...jazendo em mim...sem regresso...perdida nas lembranças...caminhando no abismo...só...rasgando-me o corpo e a alma...num rosto cansado...na noite que em mim mora...na solidão que sou...na saudade de quem fui...no céu que chora em mim...na distância que nos separou...tempo somente...agreste...na memória um frio de Inverno...manto negro, onde me choro nas madrugadas...que são noite...destroços amargos...trago de fel...mágoas que escorrem das minhas mãos vazias...nos meus olhos tristes de saudade...sem palavras...sem gestos...refém da vida...refém de mim...na eternidade que chamo...grito profundo...numa dor que é eterna...esquecida no tempo...perdida de mim.


Repousa em mim o silêncio...num corpo despido de vida
Momentos efémeros...fazendo do tempo cansaço
Dormência perpétua...pedaço de terra revolvida
Mais uma noite...no corpo vazio...nem um abraço

A solidão sou eu...vivida...presa em mim
Perdida no vazio...esquecida de ser...quem sou
Olhos fechados à vida...na ausência de estar aqui
Enterrado na memória...um sonho que se esfumou

Tanta longura...céu azul...que a vida enegreceu
Sofocante imensidão...na alma...um grito amordaçado
No limite da dor...quem eu fui...no meu peito morreu
O meu coração cansado...chora a vida...chora o passado

Sou flor morta...abismo da minha dor
Fui rosa em botão...no jardim da felicidade
Hoje flor perdida...neste Inverno de amargor
Onde ficaste vida...folha esquecida...só saudade

domingo, 4 de julho de 2010

Vento a Soluçar



No meu olhar...há o vazio da ternura...resto de vida
Braços inertes...boca vazia...meu rosto dormente
No meu corpo o vento da noite...folha caída
Neste silêncio profundo...meu coração já nada sente

Sou uma nuvem cinzenta...sou o vento a soluçar
Sou a chuva...o silêncio...o lamento da saudade
Sabor amargo...farrapos de sonho...no meu olhar
No meu coração...vive a noite...a eternidade

Sou a dor do tempo...a mágoa na voz do vento
Fim de tarde...escuridão na noite...cais de solidão
Sou alma amargurada...meu poema em sofrimento
Sou o entardecer da vida...Inverno duma paixão

O meu peito...é morada de incerteza
Refugio de mim...no deserto da saudade
Na boca apagou-se o beijo...do meu olhar a beleza
Descansa em mim a noite...esperando a claridade

Imenso...dolorido...vazio que no meu peito ecoa
Pisando minha alma...em cruel desalento
Folha arrastada pelo vento...dor que magoa
Esperança agonizando...nos meus olhos um lamento

Procuro em mim o segredo...onde se envolve a solidão
Procuro onde me perdi...na memória do que era
Prendo-me a uma imagem...que guardei no coração
Quando a minha alma...era eterna Primavera

terça-feira, 29 de junho de 2010

Nos braços do Silêncio



Esta noite dormi sobre o silêncio...veio a madrugada...acordei nos braços do nada, querendo perder-me nos caminhos que ninguém percorreu...escondidos em mim, nos retalhos das incertezas, no tempo que não é mais tempo... do nada...das minhas lágrimas escondidas...no coração a mágoa de ti...gritando nas profundezas de um oceano de tédio e revolta...de fogo que está extinto...noites sem amanhecer...sonhos que se desmoronaram...no vazio da minha solidão...onde te procuro...mas há muito não te sinto...perdemo-nos num virar de página da vida...contigo e sem ti...sem tempo nem vontade de te ter.
O meu sonho morreu nas cinzas, que o vento levou...como folhas gastas e secas de um Outono gélido, como palavras ditas... sem as dizer...memórias intemporais...gritos silenciosos de um vazio oculto numa lágrima de saudade...de ti...de mim...do nada que restou...nas asas do vazio...do instante onde não somos...na noite de silêncio...cama fria...do que foi esquecido...do que ficou para depois...do nada sem esperança, dos sonhos frios de Inverno...encobertos pelo nevoeiro dos teus olhos...sem o sol da planície onde existiam.




quinta-feira, 24 de junho de 2010

Trevas



Estou só...procuro-te nas minhas madrugadas
Mas só vejo sombras...dor...treva...escuridão
Em sonhos te procurei...nas noites sem alvorada
Adormecida no meu peito...uma eterna solidão

Sonho a morte...meu instante derradeiro
Suspensa no silêncio...ficou minha alma vazia
Chorando a vida...vida que me chorou primeiro
Vivo ainda...mas estou morta...sou terra fria

Minha sombra...eterna companheira de agonia
Tua voz...são lágrimas mudas...grito de dor
És noite tenebrosa...abismo de fim do dia
No meu coração magoado...restos dum grande amor

Espero a eternidade...no meu corpo de pó
Despede-se de mim a vida...instante de silêncio
O meu coração é mágoa...e eu tão só
Esperando a noite...na minha sombra anoiteço

A minha alma chora...chora a vida...o que perdi
Memórias apagadas...beijo eterno...triste melodia
Na dor calada...que grito ao vento...grito em mim
Sombra de saudade...treva escura...minha agonia

Quero que a eternidade...meus olhos feche docemente
Que a penumbra...seja meu leito...minha dor
Rosas...violetas...lilases...minha sepultura enfeitem
No adeus da vida...quero uma melodia de amor

sábado, 19 de junho de 2010

Esquecida de mim



Estou esquecida de quem sou...não existo...adormecida de mim...fiquei esquecida entre as coisas perdidas...sem memória...numa profunda sensação de morte de vontade...uma dolorosa recordação inútil...desalento da consciência...uma saudade infinita de mim...de querer...relembro quem não fui...num cansaço de ter vivido...o ontem...o hoje...o nada...a eternidade...uma sensação de dor na alma...cela infinita da vida...muro intransponível que me soterra...angústia e desolação feita de ausências...de sentimentos desfeitos.
Sou a folha caída duma ilusão...triste tarde de Inverno...na memória que me dói na escura noite...interlúdio de vazio no meu coração exausto...parado no tempo meu sentir...estagnado num rio de memórias naufragadas...refúgio de esquecimento...numa melodia de silêncio dos meus sonhos...sons esquecidos de palavras por dizer...sentimentos que são a  sombra do meu cansaço...abismo negro e gelado onde adormeço...nas carícias sem gesto...nas rosas mortas do meu coração...no gelo dos meus olhos...na saudade de mim...nas memórias vazias...onde embalo a dor...num soluço calado...silencioso...perdido na noite imensa...onde tudo é frio...até a lembrança.


segunda-feira, 14 de junho de 2010

Noite de Solidão



A noite pousa suavemente...na minha solidão
Apagando o tempo...nos meus olhos perdidos
Queimando as memórias...os sonhos...a ilusão
Na cinza das palavras...ficaram ecos esquecidos

Meus olhos tristes...bebem o silêncio da noite
Vestidos de bruma...são o desespero do ontem
Lembram na distância...a infância perdida
Choram a lembrança...em eterna despedida

Abandonei-me à noite...calei as esperanças
Perdi-me de mim...naufraguei num mar de dor
Desfiz meus sonhos...perdi-me em lembranças
Caminhei sozinha...sobre os espinhos do amor

Sinto o frio da noite...magoando o meu coração
Desnudando a minha alma...anoitecendo a vida
Percorrendo o meu corpo...despido de ilusão
Neste amor envelhecido...como página esquecida

Meu coração é mágoa...minha alma escuridão
No silêncio do meu poema...palavra ferida
Meu sonhos são noite...escritos de solidão
Nesta dor sem tempo...passei pela vida

Sou a noite...flor de desalento...meu queixume
Instante de escuridão...abismo da minha mágoa
Agoniza o tempo...no meu coração como lume
Apagando a saudade...uma flor...uma lágrima

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sonho de Rosas



Quero que o tempo apague a solidão
Que no meu peito...um dia se alojou
Na felicidade...encontrar o perdão
Para o sofrimento...que o amor me causou

Não quero mais...ser rosário de mágoas
Quero voltar a viver...ser amada...ter esperança
Quero ser mar...navegar noutras águas
Voltar de novo à vida...ser vento de bonança

Quero ser desejo...ser corpo...ser amor
Quero que meus olhos...voltem a brilhar
Quero ser luz...ser madrugada...não ser dor
Quero ser ninfa...ser sereia...ser mar

Quero ser enseada...ser porto de amor
Quero partir de mim...ser esquecimento
De ti...que me causaste tanta dor
Voar enfim...nas asas do encantamento

Sou pássaro triste...quero voar
Vagar no espaço...ser alegria
Deixar a tristeza...encontrar um lugar
Onde não haja noite...só dia

Quero ser amor...ser sonho...ser vida
Ter esperança...ser sol...não ser escuridão
Deixar a solidão...num canto esquecida
Ser luar de Agosto...amor de verão

Quero um sonho de rosas...no meu sonhar
Nos meus cabelos...o tempo...o vento
Um céu de veludo...no meu olhar
Na minha lembrança...um eterno momento


Um poema que escrevi para amenizar a tristeza que deixo a quem me lê.
Com todo o carinho deixo as Rosas.
Sonhadora

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Angústia



Suspenso no tempo sopra um vento de angústia...num abismo de eternidade...sem passado...sem futuro...num presente esmagado pelas palavras...sem palavras...instante absoluto arrastado pelos anos...marcados de dor...profundo silêncio, no desespero mais escuro da alma...espaço e tempo de solidão...encantamento triste...um toque de sinos da minha desesperança...agonia do meu cansaço...escuridão de memória, num tempo que se gastou...hoje apenas pó de eternidade...destroços do que se foi...perdida no vazio...numa muralha de silêncio que desce sobre mim...atravessando a noite interminável...minha companheira de solidão...espectro da minha renúncia...cinzas do meu abismo...na memória que se desvanece na bruma do tempo...num sorriso de solidão no meu rosto amargurado...onde o tempo parou...trespassado pelas sombras...num olhar de palavras por dizer...instantes de agonia...esperando que a noite me faça madrugada.


segunda-feira, 31 de maio de 2010

Vestida de Saudade



Nesta saudade que me veste...perdida de mim
Nos meus olhos tristes...um sorriso amordaçado
Uma fria recordação...uma dor sem fim
Perdurando no silêncio...deste amor cansado

Morreu em mim o desejo...cansado de tanta mágoa
Tantas madrugadas...tanta noite...tanto frio
Tanta lembrança...tanta ausência...tanta mágoa
Suspenso no tempo...ficou meu corpo vazio

Tudo em mim é noite imensa...fria escuridão
No anoitecer do tempo...uma dança de agonia
Amortalhando a minha alma...ferindo meu coração
Nas palavras que foram vida...vive a melancolia

No meu rosto envelhecido...os sonhos morreram
Viveram a luz...aqueceram a noite...foram madrugada
Caminharam comigo...no coração adormeceram
Hoje...vivem na noite...esperando a alvorada

Minha alma vive no limbo...minha eterna solidão
Abraça-me a noite...envolve-me em seus braços
No silêncio magoado...perdi a ternura...a ilusão
Estão perdidos no tempo...o ontem dos meus passos

Vagando na madrugada...meu amor anoitecido
No silêncio do passado...ficou a felicidade
Suspenso na solidão...meu coração ferido
Esperando o amor...vestida de saudade

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Meu Poema



No meu poema...há o silêncio da noite...a escuridão
Há saudade...há lembranças...minha amargura
Instante eterno...intensa dor...negra solidão
Meu poema é rima triste...noite escura

Meu poema...escrito a sangue...abismo fundo
Na tua presença...há uma ausência sem fim
Há um frio que sufoca...um grito profundo
Há um latejar...um corpo perdido...de mim

Bebo a tristeza...em copo de esquecimento
Perdida no meu poema...uma lágrima de amor
Esperando na noite...o cálice do sofrimento
Caminhando na treva...vagando na minha dor

O meu rosto sombrio...traz em mim o anoitecer
No meu peito cheio de mágoa...chora a solidão
Perdido na memória...ficou o meu querer
Na rima dum poema...escrevo a desilusão

Há na minha voz um lamento...um grito de dor
Um choro de saudade...vaga amargura
No meu poema...a sombra de um amor
No meu peito...um sonho...noite escura

Sempre esta solidão...esta sombra...este vazio
Sempre este silêncio...desenhando meu poema
Sempre esta tristeza...as lágrimas...este frio
Sempre a noite...sempre esta dor que me queima

sábado, 22 de maio de 2010

Coração Magoado



Num tempo distante...minha lembrança perdura
Nas folhas de melancolia...que o meu corpo vestiu
Envolto em agonia...meu coração é noite escura
Vagando na sombra da morte...tão carente...tão frio

Arranco as palavras...do livro das minhas mágoas
Amordaço o amor...no mais fundo do meu peito
Esqueço meu corpo...no rio das minhas lágrimas
Procuro restos de mim...no silêncio onde me deito

Vasculhei nas gavetas do meu peito o que resta de mim
Encontrei cartas esquecidas...tristes poemas de amor
Restos perdidos duma ilusão...sombras de mim e de ti
Cinzas de sonhos perdidos...momentos de mágoa e dor

Nas cinzas dum poema...escrevo a minha mágoa
Palavras feitas de instantes...Inverno da minha dor
Suspensa na bruma do meu olhar...ficou uma lágrima
Doendo no corpo e na alma...uma melodia de amor

O silêncio está preso em mim...negro lençol de cetim
Feito de tempo e cansaço...escorrendo da minha mão
Noites brancas e madrugadas frias...restos de mim
Sepulcro dos meus sonhos...meu leito de escuridão

Nos meus tristes olhos negros...guardo o silêncio de ti
Guardo as rosas no meu corpo...desse amor sonhado
Nas brumas do passado...guardo o que sobrou de mim
No silêncio dum poema...canto um triste fado magoado