segunda-feira, 12 de abril de 2010
Ficou em Ti
Ficaram em ti...meu sonhos...minhas memórias
No silêncio das minhas mãos...páginas por escrever
Navegando nos meus poemas...nossa história
Morrendo em mim...ficou o meu querer
Abandonei-me ao silêncio...esquecida de mim
No vazios das palavras...que escrevo para ti
Vesti-me de mágoas...nas noites sem fim
Naufraguei no amor...na solidão me perdi
No céu cinzento...voa minha alma sombria
Como ave negra...no vazio do tempo...flutua
De dor em dor...desertos longos de agonia
Em eterna despedida...minha alma, chora a tua
Grito-te o silêncio...que em mim chora
Grito-te o momento...que ficou em ti
Grito-te o vazio...onde meu corpo mora
Grito-te a dor...que é sombra de mim
Silênciei a minha voz..calei as melodias
Apaguei as memórias...chorei a amargura
Dei-te as minhas lágrimas...as minhas alegrias
Trocava a eternidade...por um pouco de ternura
Como é longo o caminho...que vai dar à solidão
Como é negra a alvorada...no meu peito escurecendo
Como é profunda a mágoa...nos versos que vou escrevendo
Como é profunda a ferida...que matou minha ilusão
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Vazio
O vazio permanece...mais presente que nunca, doendo na alma..no coração...roubando a esperança... num tempo em que o esquecimento permanece na dôr...presença constante da solidão, companheira inseparável da saudade...ferida doendo no vazio de um momento...de uma vida...na ausência do presente...sem futuro...nas noites torturadas de espera...fragmentos de bocas sem voz...abismo sem sonho...amanheceres solitários, permanente busca das horas...sempre vazias...na eternidade das noites...no frio dos dias, buraco negro, onde vaga minha alma triste...mágoa permanente, sob a linha do silêncio...mordaça na teia do destino, que tece a escuridão, num infinito de eternidade...vazio de vontades...no nada que o vazio carrega...no ontem de palavras, ferindo o amor...acorrentado ao tédio...dentro do meu grito, como poema doendo no meu peito...sangrando silenciosamente na voz da noite, escorrendo nas lágrimas do meu corpo...eterno infinito de momentos amargos, numa estrada de vazio...dores e mágoas...percorrendo a ausência...na sombra da noite, desejos e angustias, vagam na alma e no pensamento...ecoando o vazio...nos becos escuros da minha espera...caminhando desnuda...nas lágrimas do meu corpo...sem destino...vagando nas noites longas, nos olhares sombrios...rasgando o silêncio que mora nas palavras vazias...no infinito do tempo.
Há dor e cansaço...no meu vazio coração
Nas minhas noites...nada terno...nem um beijo
Na minha cama...já não arde a chama da paixão
Ficou perdido no tempo...o amanhecer do desejo
Na bruma dos meus olhos...um grito uma saudade
Há solidão e vazio...na noite onde me deito
Na dor da minha voz...no meu corpo sem idade
Nas folhas secas...que caiem do meu peito
Na noite...desenhei as memórias...cinzas do tempo
Luar que se apagou...na sombra do meu olhar
Há um muro de silêncio...nas palavras...no vento
Na dor da minha alma...no meu peito a latejar
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Lágrimas Silenciosas
Trago na alma a angustia...no olhar o desespero
Gritando uma saudade...não mais que recordação
Meu corpo sem vida...envolto em nevoeiro
Sufocando meu lamento...no frio leito da ilusão
Na minha taça...bebo o silêncio...travo de agonia
Na embriaguez dos meus sentidos...choro ao vento
Clamo à noite...esperando nascer em mim o dia
Neste grito calado...uma lágrima...um lamento
Minhas lágrimas são o poema...correndo em mim
Abraço eterno...levando no vento a despedida
No amanhecer dos sonhos...só o silêncio fala de ti
No céu da minha noite...estou sózinha...perdida
Chora o abismo nos meus olhos...rolam lágrimas
Mortos para a luz...vivem na sombra da saudade
Vestem de esquecimento...chorando as mágoas
Envoltos em silêncio...são a fria eternidade
Cada lágrima...um pensamento...uma recordação
Infinito moribundo...nas trevas do esquecimento
No meu peito...chora o tempo...chora a ilusão
Na minha alma...vive a dor...vive o lamento
Vivo a tortura...das silenciosas agonias
Nas minhas lágrimas...há um mar de solidão
No meu coração...vivem vagas sombrias
Num grito de adeus...à minha ultima ilusão
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Sonhos....
Fui teu amor...tua flor...tua brisa
Fui rosa em botão...no jardim da vida
Hoje meu coração amargurado...de dor agoniza
Vivo meu lamento...envolta em bruma...perdida
Sou sombra tua...sou meu desejo
Sou tua noite...longe de ti
Sou tua raíz...mas não te vejo
Sou seiva sem vida...dor em mim
Meu sonho morto...lembranças de amores
Onde meus sentidos...não eram distâncias
Eram cores da minha alma...e flores
Eram luares...noites belas...esperanças
Saudade apenas...do tempo...na noite
Na entrega plena...dum breve amanhecer
Saudade que se rasgou em mim...no ontem
Esperando em ti...o meu alvorecer
Queria na minha alma...um sorriso de rosas
No céu da minha noite...queria o luar
Nos meus poemas...alegres prosas
Nos meus pensamentos...as ondas do mar
Sou rosa selvagem...teu derradeiro amor
Num ultimo alento...digo adeus à vida
No jardim da saudade...digo adeus à dor
Na flor do meu corpo...sou rosa perdida
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