quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Brumas de Mim
Noite! és minha raiva...meu desnorte
Levas-me o coração...enterrado em trevas
Chorando levas-me a alma...dás-me a morte
Deixas-me presa na sombra...e não me levas
Espero-te...mas não te quero...és solidão
Pensar em ti...destroi o que de bom há em mim
Chamar-te...leva-me as esperanças...a ilusão
Pensar-te...afunda-me num abismo sem fim
Nas brumas da noite...nos sonhos dispersos
No lamento das madrugadas...há lágrimas
Há amargura...no silêncio dos meus versos
Nas folhas amarelecidas das minhas mágoas
No vento da noite...voam folhas...voa a vida
No meu corpo cansado...solta-se a dor
No meu olhar magoado...na esperança perdida
No silêncio que está em ti...ficou o amor
Templos de sombras...correm mansamente
Na escuridão da noite...no adeus em mim
Numa eterna mágoa...um canto dolente
Uma lembrança esvaída...que sobrou de ti
Na noite...nos sonhos que não quero sonhar
Neste cansaço de espera...que não quero ter
Nesta dolorida solidão...que não quer acabar
Neste amor sem tempo...que quero esquecer
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Lamento
Tudo é silêncio...sombra...nada
Na minha alma...no meu tormento
Sou folha de Outono...árvore tombada
Sou tristeza...sou dor...da vida sou lamento
Vivo envolta em nevoeiro...escuro manto
Onde me aprisionei...deixei ficar a vida
No amanhecer...nas lágrimas do meu pranto
Horizonte sem luz...onde fiquei perdida
Nas asas da escuridão...mergulho no espaço
Na distância do tempo...nas ilusões esquecidas
Procuro as razões...para a dor...o cansaço
Nas palavras vazias...nas noites perdidas
Grito em mim...num cansaço de loucura
Nas brumas do tempo...voa o pensamento
No silencio profundo...geme a amargura
Nas vagas do vento...canto meu lamento
Trago a alma...de negro vestida
Nesta nostalgia...sou ausência...abandono
Neste triste verso...onde escrevo a vida
Sou folha ao vento...vida sem retorno
Triste escuridão...deixa raiar o dia
Sou o instante do tempo que passa
Sou o momento...de rasgada agonia
Sou o fel...que transbordou da taça
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Nos Braços da Noite
Nos braços da noite... em que se tornaram os dias...nas cinzas do que não vivi, amortalhada nos sonhos...que ficaram no tempo, deixaram de ser meus...são desertos de saudade, fim de um horizonte onde não somos mais... nós...no tempo infinito de uma lembrança...promessas adiadas...num tempo que o relógio do esquecimento já não marca os momentos...nas palavras ausentes...no esquecimento de mim... do meu corpo...despojado de ti...no tempo que morreu em mim, num silêncio que só a solidão consegue ter, num chorar de sentimentos...lado a lado...mas sós...nas horas marcadas num tempo que ficou na recordação, como o nevoeiro dos meus olhos...na penumbra da noite...que vive neles, esperando a madrugada...nas ruas do meu tormento...na bruma da minha solidão...esperando nas sombras que estão em ti...nos restos da minha memória...na espera em mim...no silêncio de ruas sem nome...onde não me encontro...no ontem... das minhas recordações...onde escrevo a dor...nas rimas vazias...nas esquinas do meu destino... nos recantos das feridas por sarar...no tempo sem tempo, onde não existo, na vida vivida, mas esquecida...mergulhada no profundo silêncio, onde as palavras...deixaram de ser palavras...são vazio profundo...no tempo...esmagado no peso dos sentimentos...que percorrem as mais negras vielas da minha solidão.
Palavras adormecidas...vagando na saudade
Enterradas... no mais profundo do meu ser
Amordaçadas...no manto da eternidade
Sepultadas...cansadas no meu querer
Renascem das cinzas...no silêncio sem voz
No ultimo folego...na derradeira vontade
Nas ultimas lágrimas... que sobrou de nós
São escuridão...esperando a claridade
No abismo me afundo...perdida de mim
Na solidão do meu ser...sou escuridão
Meu olhar perdido...nas brumas sem fim
Lembrando o passado...chora meu coração
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Desvarios....
Minhas mágoas...são vagas...no rio do meu corpo
Sou vazio... no silêncio dos meus braços
Nas minhas mãos....que pedem tão pouco
Nos meus desvarios...nos meus cansaços
Meus olhos...têm a cor da noite escura
São fogueira...são ausência...são solidão
São outono...são saudade...são loucura
São perolas negras...são vazio...são escuridão
Meu corpo...é sombra...é sonho...é nudez
Rio que me percorre...na solidão de ti
É vazio...é tristeza...e tu não vês
É desejo...é tortura...acorrentado em mim
Procuro-te..nas noites...no adormecer
Nas esquinas do meu corpo..procuro-te
Na cama vazia...no desejo a arder
No silêncio do nosso silêncio...procuro-te
Na alma amarga...no corpo esquecido
Desespero...dor...loucura...perdição
Lamento...cortando a carne...sou gemido
No limbo da saudade...sou solidão
Nos desejos guardados no meu corpo...espero
Viveram em ti...hoje vivem em mim
Na memória...no tempo que não quero
Recordações dum passado...morto em ti
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