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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Não Quero



Não quero mais chorar...o que foi perdido
Quero deixar as lembranças do passado
Que vive em mim...não está esquecido
Tempo perdido...desperdiçado

Não quero mais meu olhar de lágrimas
Chorar o que podia ter vivido
Todos os momentos...todas as páginas
Do livro do destino...enegrecido

Não quero mais lastimar o passado
Quero esquecer dores...momentos
Quero esquecer um amor... maltratado
Não pensar em ti...no sofrimento

Não quero mais suspirar...nem pensar
Não mais recordar...quero esquecer
Não mais lembranças...a magoar
Não quero mais chorar...nem sofrer

Não quero mais dias tristes...cinzentos
Quero descansar minha alma...cansada
Não quero mais ausência...nem lamentos
Queria...quero ainda amar e ser amada

domingo, 8 de novembro de 2009

Memória



Sou memória passada...esquecida
Minhas lembranças...são desalento
Sou alimento da dor... sou despedida
Sou folha esquecida...sou tormento

Sou luz de moradas obscuras
Sou lágrima de prazeres esquecidos
Sou nascer do dia...trevas escuras
Sou lago de pantanos perdidos

Sou gemido...vida perdida
Sou folha de terra queimada
Neste limiar de despedida
De vida...sem alvorada

Sou tormento...sou abandono
Neste choro de mar imenso
Sou folhas mortas de Outono
Sou raíz do meu silêncio

sábado, 7 de novembro de 2009

Folhas


No verso desta folha...nas sombras das letras que escrevo, como marcas de solidão...de palavras sedentas, de sons que morrem na barreira do esquecimento...morrendo em ti...como semente inutil...das árvores enterradas nas profundezas do tudo...e nada, na razão de todas as coisas, que não existiram...no reverso do que não foi...na sombra da tua impremanência comigo...sem mim...numa escrita que se desfaz no tempo infinito da incerteza...na noite que escurece os meus dias...de instantes sem caminhos...sem lucidez, só o vazio...das sombras de crepúsculo onde estou...nos caminhos sombrios que percorro,nos passos que dou para o infinito...num fogo lento de tédio, que me empurra para o negrume da noite...na vida presa por um fio invisivel de morte...no efémero de eternidade...no instante do abismo...no profundo da nudez da alma...no silenciamento do instante sem caminho...onde nada me espera no fim.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Minhas horas




As horas passam...num longo pesadelo
Momentos de sombras...esquecidas
Tempo sem tempo...onde nada espero
Vagam em mim...saudosas...perdidas

Tormentosas...tão negras...tão frias
Uma mágoa morta...soluçante
Espinhos de duras agonias
Numa alma triste...errante

Tristeza... solidão...sonhos meus
Nas sombras paira meu espirito
Os meus medos...meus anseios
No fundo de mim...escuro labirinto

No olhar das horas...meu sofrimento
Nas manhãs...um novo recomeçar
No silêncio...de momentos...de lamentos
No meu olhar...dentro do meu olhar