quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Meus Olhos...
Nos meus olhos de lágrimas...vazios
Ainda existe vontade...querer
Mesmo que os tristes...sejam dois rios
Que a luz se extinga...deixem de ver
Na noite... na lua envoltos
Negros de silêncio...de tortura
Tinham brilho...estão mortos
Cegaram ...são noite...noite escura
No profundo abismo do infinito
São nuvens...pássaros sem vida
Neste longo e triste labirinto
Estão cegos...estou perdida
Ficou-lhe o brilho das trevas
A tristeza os envolve...os cansa
Nas sombras onde me levas
Não há luz...nem esperança
Tão tristes...tão cheios de mágoa
Envoltos em escuridão...feridos
Sempre banhados em água
Olhando o infinito...perdidos
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Queria
Queria ser a sombra do teu desejo
A tua noite...o teu amor
Queria ser o teu beijo
Queria ser tudo...menos dor
Queria ser seiva...do teu segredo
Queria ser cama...ser chama
Queria ser tua...sem medo
Queria ser tudo...sou lama
Magoa-me a saudade...dos corpos
Doi-me a distante lembrança
Quando nos amávamos...loucos
Não havia amargura...só esperança
Nas trevas do meu corpo...espero
No poço dos sentidos...anoiteço
Sonho imaginário...que não quero
Um amor que já não peço
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Ausente
Percorro meu sentimento
Perco-me de mim...ausente
Pedaços do meu pensamento
Num conflito permanente
Estou perdida nesta ausência
De horas vazias...no vazio
De palavras...de demência
Noites mal dormidas...a fio
Solidão...meu poente de loucura
Ando perdida...incompreendida
Nas asas frias da amargura
Voando na morte...voltando à vida
Sou uma árvore...já tombada
Folhas mortas...pelo chão
Pela vida derrubada
Atraiçoada pelo coração
domingo, 1 de novembro de 2009
Não te quero
Solidão eu não te quero
Porque vens...se me fazes mal
Não te quero...mas te espero
No dia...na noite e no luar
Não te quero...não és amada
Cansa-me estares sempre a meu lado
Vens na noite...vais na madrugada
Não te quero...fica no passado
Vejo-te nos meus olhos tristes
Que por ti, não mais choram
Não me matas...não existes
Deixa-me...eu te imploro
Invoco-te nos meus sonhos
A tua imagem está gravada em mim
Nos teus braços eu deponho
Esta solidão que não tem fim
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