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sábado, 22 de dezembro de 2012

É NATAL



É Natal ! Mas pergunto-me quando será Natal para todos...quando será que a humanidade compreende que o verdadeiro sentido do Natal não é apenas uma data...uma noite.
Quando será que tu menino triste com os olhos mortiços de espera...tu menino a quem proibiram a infância terás o Natal prometido...o sorriso no olhar...a ternura de um afago...a esperança de um sonho nesta noite onde adormeces no regaço da fome e coberto pelos retalhos da indiferença ... acariciado pelo gelo que cobre o coração dos homens.
Quando será menino triste que deixarás de olhar de longe esse Natal que não conheces...essa ceia a que só alguns têm direito...os brinquedos que só nos teus sonhos te pertencem...só aí são teus criança invisível perdida no teu próprio sonho...num grito aflito com que enganas a noite que para ti nunca amanhece.
Ninguém te olha menino triste...quando será que os donos do mundo vão querer saber que tens fome todos os dias...se vão lembrar que não existes só numa noite...que todos os dias são teus...que o futuro és tu...quando vão querer saber que o teu corpo tem frio...as tuas mãos têm fome de pão e de carinho...a tua boca tem sede de um sorriso e o teu corpo quer apenas o calor de um cobertor tecido de amor numa noite de verdadeiro Natal...num gesto de verdadeira fraternidade.


E para todas as minhas amigas e amigos do coração desejo um Natal Feliz e cheio de paz e amor junto de todos os que vos são queridos.
A melhor mensagem de Natal é aquela que o coração diz em silêncio e aquece com ternura quem nos acompanha na caminhada da vida...não só no Natal mas em todos os momentos...unindo almas e encurtando distâncias com o carinho de uma palavra...o calor de um abraço que se sente como um lenitivo para todas as dores.
Que neste Natal a magia da criança que fomos esteja presente nos nossos corações...que não seja apenas uma comemoração de um dia, mas momentos de amor que se prolonguem por todo o ano.

Um beijinho com carinho
Sonhadora


sábado, 15 de dezembro de 2012

O meu poema "Vestida de Desejo"declamado pelo poeta Véu de Maya





Este vídeo foi uma surpresa que me fez o querido poeta "Véu de Maya", declamando o meu poema "VESTIDA DE DESEJO" que ganhou vida na voz imensa do poeta.
Obrigada meu querido amigo pelo carinho.


Quero também agradecer o poema e homenagem que me fez a minha querida Manuela do blogue :
http://wwwanjoazul.blogspot.pt/...Obrigada minha querida.

Também a Nádia Santos do Blogue :http://quadras-nadiasantos.blogspot.pt...Obrigada minha querida pelo carinho.

Agradeço todos os comentários lindos que me deixaram aqui no blogue e no Facebook, que quase não queria acreditar a quantidade de mensagens...Obrigada pelo carinho imenso.
Na lateral do meu blogue vou deixar alguns dos miminhos que me enviaram.

E...deixo chocolates...rosas e beijinhos


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Hoje faço anos...


Já fui luar de Agosto...noite serena...azul amanhecendo
Já fui corpo de fogo...mãos de amor...já fui rubra rosa
Um rio sedento...já fui esperança...ventre amadurecendo
Já fui anseio...já fui beijo e desejo...já fui noite vaporosa

Já tive laços nos meus cabelos...fogo no olhar e ternura
Embalei nos braços a vida...já fui Verão e fui Primavera
A minha boca já foi pétala...o meu corpo desejo e loucura
Fui flor solta ao vento...já fui sonho azul...já fui quimera

Hoje sou apenas folha de Outono...com sonhos ainda guardados na mão e uma rosa no coração que deixo para todas as amigas e amigos que me acompanham todos os dias de mais um ano que passou.
Muito Obrigada pelo carinho e deixo bolo e champanhe para brindar à amizade.

Um beijinho com carinho
Rosa


sábado, 8 de dezembro de 2012

FLORBELA ESPANCA...Morreu a 8 de Dezembro de 1930


A poeta morreu...na sombra dos ciprestes enfim descansou
Sobre uma lápide de mármore fria...efémero leito de rosas
Na suave ansiedade dos seus braços...a eternidade chamou
Adormeceu serenamente...num manto de sedas vaporosas

Nas suas doces mãos brancas afagou a morte...esqueceu a vida
Morreu só a poeta...numa melancólica tarde dum triste Inverno
Deixou um poema nunca lido...uma solidão por ninguém sentida
Nas mãos levou uma rosa...no olhar a planície seu refúgio eterno

Num frémito de liberdade...no ponto mais alto da sua solidão
Despida de todos os sonhos...partiu esse corpo de amor sedento
Sorrindo serena à madrugada...planou solta e livre na imensidão
Morreu a poeta...alcançou a liberdade na paz do esquecimento

Foi roseiral aberto em flor e triste papoila rubra vestida de dor
Caminhou por entre cardos e nos espinhos das rosas agonizou
Perfumou de sonhos a vida...em doces versos eternizou o amor
Aconchegada nas asas brancas da eternidade enfim descansou

Sobre um leito de flores deitada...nos braços da paz adormecida
Como uma pena tranquila voôu...envolta em nuvens de alvorada
Éterea imagem vestindo os versos tristes com que perfumou a vida
De mágoas vestiu os sonhos que sepultou na sua planicie dourada

Na quietitude da sua charneca...partiu esta alma serenamente
Na luz branca e fria do amanhecer...rasgando a treva na noite
No regaço frio da ausência...partiu a poeta serena e docemente
Como um anjo triste subiste ao céu...nos doces braços da morte