Sou rio que não encontra leito...lágrima que não encontra mar
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Chove-me no olhar...
Chove-me no olhar...o silêncio inunda-me...imenso...avassalador
Sou rio que não encontra leito...lágrima que não encontra mar
Sou rio que não encontra leito...lágrima que não encontra mar
Escorrem-me do corpo versos...versos que fiz para ti meu amor
Visto-me de ausências...escrevo vazios na bruma do meu olhar
Chove-me no olhar...são restos deste amor...água deste rio
Calma e silenciosamente...rola do meu corpo uma lágrima
Da minha boca escorre uma súplica...dos meus braços o vazio
Vestida de solidão...grito ao tempo e ao vento esta mágoa
Chove-me no olhar...cobre-me o rosto a noite...a noite sem fim
Quem me tira esta dor...este soluço que escorre do meu peito
Quem me ensina o caminho...que me leve para fora de mim
Quem me tira este cansaço...sabor amargo do meu tormento
Chove-me no olhar...preso nas minhas mãos o esquecimento
Escrevo silêncios...com sangue que escorre dos meus dedos
Palavras mudas...linhas incertas...folhas arrastadas pelo vento
Calam-se os medos...gritando no meu corpo todos os segredos
Chove-me no olhar...a dor já não é dor...é eterno lamento
Caminho na noite entre escolhos...vestida de desencanto
As estrelas emudeceram...o céu azul...ficou tão cinzento
Solta-se das mãos este silêncio...mar vestido de pranto
Chove-me no olhar... profundo abismo...onde mergulhei
Despida de mim...esperei em silêncio...esperei o amor
Tombei...debati-me nas vagas do meu peito...naufraguei
Mergulhei no mar e fui onda...envolta nos braços da dor
sábado, 30 de abril de 2011
Restos de Outono...
Cheguei com a noite meu amor...no corpo trago restos de Outono...cheguei sem mim...procurando por ti...procurando nas madrugadas a Primavera...com cheiro de rosas e promessas de amor...para me vestir de ternura...trago os braços suspensos no teu abraço...os lábios esperando o teu beijo...estou vazia.
Os meus sonhos naufragaram...a noite desceu sobre mim...o cais está cheio de lembranças...hoje já serenas...no tempo e no espaço...sou mulher cansaço...quase nada...ilusão apenas...no meu peito pedaços de solidão...nostalgia...o meu coração tão cheio de amor...e tão só...as mãos...tristes mãos...tão cheias de nada...procuro-me na tua pele...procuro-te no meu corpo...não me encontro...não te tenho.
Trago apenas palavras...palavras de amor...amarradas no meu peito...chamando por ti...num grito amordaçado...uma prece inacabada...olhar perdido...loucura e vazio...marés sem norte...caminho entre escolhos...sem morada certa...não sei de onde vim ou para onde vou...sem estrada...sem rumo...perdi-me no caminho da solidão...trago apenas as mãos...e um amor imenso...não sei o que fazer com ele.
Na escuridão há tanto silêncio meu amor...na noite há tantas sombras...tantos gestos que nada dizem...no passar das horas...no passar dos dias...no passar da vida...a angústia de mais um amanhecer...mais um adeus no rio dos meus olhos...
Acordei chorando meu amor...chamei por ti...não te encontrei...chamei a noite...minha amante e meu algoz...eterna companheira...metade de mim é dela...a outra metade é barco à deriva...pedaços de tempo arrancados do meu corpo.
A vida é insasiável meu amor...os caminhos são abismos...marcados pelo passado...perdidos no presente e ausentes no futuro...despidas as lembranças...no crepúsculo deste Outono...que me grita que é tarde...que os sonhos são apenas memórias que se perderam de mim...alheia à vida ...espero para além do tempo...perdida na fria claridade do desencanto...na noite de todas as noites...caminho com o Vento.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Vê meu amor...
Esqueço a vida...vê meu amor...como morro lentamente
Deixei de ser menina...fiquei tão noite...vê meu amor
Como o meu corpo é rio...correndo triste...tão descrente
Vesti o meu rosto de silêncios...pintei o meu olhar de dor
Espera-me no infinito meu amor...entre o silêncio e a dor
Entre as nuvens...espera-me onde a treva não me encontre
Breve é a vida...breve a eternidade...tão breve meu amor
Envolta no regaço da solidão...espera-me amor...na noite
Tudo é ilusão meu amor...tudo é nada...tudo é dor
Tudo é cinza...quase nada...tudo é tempo e escuridão
Um breve momento...um longo tormento... meu amor
Um doloroso adormecer...nos braços eternos da solidão
Vago entre o céu e o inferno...sou uma estrela errante
Rosa negra...rio que deixou de correr...eterna noite
Rua deserta...sombra incerta...da solidão sou amante
Tempestade e ternura...e tu meu amor a vida e morte
Deixa-me só meu amor...no meu corpo sem foz
No meu rosto sem vida...deixa-me amor ficar assim
Nua de mim...distante de ti...neste silêncio sem nós
A solidão me acompanha...nesta escuridão sem fim
Há tanto lamento...tanto.. meu amor em cada lágrima
Há tantas noites frias...tantas...meu amor em cada dia
Há no meu peito meu amor...tanta dor...tanta mágoa
Há no meu olhar meu amor...tanta sombra e nostalgia
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Páscoa Feliz
Hoje...não escrevo...não choro mágoas...hoje apenas estou aqui
para lhes dizer que o vosso carinho...as vossas palavras fazem
que cada vez que entro no meu blogue seja Páscoa...que seja
sempre aqui o meu cantinho de paz e amor...de renascimento
como PESSOA.
Por isso desejo que tudo o que me dão seja retribuido em dobro,
que seja Páscoa todos os dias...que a paz e o amor vos ilumine
sempre.
FELIZ PÁSCOA.
Um beijinho cheio de carinho
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