BLOGGER TEMPLATES AND TWITTER BACKGROUNDS

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Não partas de mim...

És tu... meu amor...o abraço que não quero perder...o meu último sonho...o meu voo para além do tempo...faz-me regressar a mim...aconchega-me no teu peito...guarda-me na tua pele...faz-me mar...envolve-me no teu olhar...sussurra suavemente o meu nome...como se fosse uma melodia...não me chores...aconchega-me em ti docemente.
Em cada recanto do meu corpo...te espero meu amor...num eterno momento...te dou as mãos...sente-as...são a presença de mim em ti...são as pétalas de solidão...são rosas a amanhecer no meu peito...o tudo e nada...são a ternura de um beijo...a mansidão do mar...a vastidão das ondas...um sorriso...o futuro...o presente...os sonhos...os medos esquecidos...a entrega plena...pedaços de mim...gestos sentidos...o calor da voz...o olhar em silêncio...o corpo nu...o amor que não se fez...o beijo que não se deu...o toque...a lembrança no olhar...o querer...a magia...as palavras queimando...os versos de amor doendo...o desejo dançando na pele...cobrindo o meu corpo...as tuas mãos...as minhas que esperam...na ausência de mim...na saudade de ti...no silêncio da noite...inventando o prazer...amor e paixão...lágrimas e carinhos...na magia de um momento...abraça-me e deixa-me ficar assim.
Não digas nada meu amor...sente-me apenas...faz das minhas noites...madrugadas serenas...faz do meu vazio...um mar calmo...dos meus braços o leito do rio que te percorre...das memórias...um poema de amor...escreve-me no teu corpo...desenha-me na tua pele...faz-me mulher.
Não digas nada meu amor...prende-me apenas em ti...não me deixes ir...voa comigo entre o céu e a eternidade...esquece a distância entre a vida e as nuvens...sonha-me apenas...abraça-me...não me deixes partir...faz-me florescer entre os teus dedos...embala-me com carinho...numa melodia de amor faz-me adormecer no teu peito...como se fosse o meu leito...faz-me eternidade...toca o céu comigo...deixa-me ir com o Vento....não partas de mim.


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Só por vezes...


Por vezes sou menina...por vezes me ilumino...sou ternura
Por vezes sou penumbra...por vezes toco o céu...sou claridade
Por vezes sou ave...sou a asa...que pousa em ti na noite escura
Por vezes...só por vezes...sou um breve momento de felicidade

Por vezes não me sou...não me conheço...perdi-me do meu olhar
Por vezes...procuro-me nas madrugadas... mas sou apenas grito
Por vezes...visto-me de vento...perco-me nas ondas...sou mar
Por vezes...só por vezes...procuro-te meu amor...no infinito

Por vezes sou o cio da terra...sou a noite...o luar...a loucura
Por vezes sou chuva...sou vendaval...sou o raio e o trovão
Por vezes...um Vento leve...envolve meu corpo em ternura
Por vezes...só por vezes...o teu olhar...despe-me a solidão

Por vezes sou as mãos...sou a ausência...o vazio...o abraço
Por vezes sou o tempo...que passa breve...que corre lento
Por vezes sou a sombra da noite...por vezes apenas cansaço
Por vezes...só por vezes...o amor toca em mim...um momento

Por vezes sou lágrima...sou rio...a palavra gasta pelo tempo
Por vezes sou o nada...uma pedra no caminho...a imensidão
Por vezes sou o entardecer...que corre triste...caminha lento
Por vezes o cansaço...as horas que se arrastam...a eterna solidão

Por vezes olho o meu sonho...não sou o sonho...sou o pesadelo
Por vezes há uma linha invisível...a distância...o abismo...o nada
Por vezes  só por vezes...sorriu à noite...que vela meu desespero
Por vezes só por vezes...sou a luz...na escuridão da madrugada

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Sou a Poesia...


Dispo-me na poesia...sou mulher perdida nos recantos de cada letra...em cada palavra que escrevo me entrego...em cada pedaço do meu corpo me desnudo...faço amor com a poesia...sou loucura...sou paixão...sou dor...sou emoção...perco-me e encontro-me em cada rima que os meus dedos beijam...em cada rosa que desfolham...em cada dor que choram...fico nua...pronta para amar...para me escrever...me descrever...abraço-me na poesia...traço a traço...letra a letra me dou...sou corpo...sou desejo...sou mar...enleio-me nas ondas de cada verso...sou pele...sou mulher...sou espera...sou ausência...sou cansaço...sou noite e sou dia...sou sombras...sou abismo...sou EU...sou a poesia.
Sou o o lhar em silêncio...sou a lágrima...sou verso e reverso...perco-me e invento-me...amo-me e odeio-me...sou o choro e a alegria...sou o vento e a brisa...sou o sol poente e o amanhecer...sou a luz e a escuridão...sou paixão e desenganos...sou amor e sou tristeza...sou ternura e vendaval...sou chegada e despedida...sou o silêncio e o grito...sou a palavra e o vazio...sou a ferida e a pétala...sou a mortalha e a flor...sou a morte e a vida...sou a poesia.
Amordaçada e livre...magoada e solta...pairando no infinito...tocando o céu...ardendo no Inferno...escrevo-me e apago-me...sou o princípio e o fim...sou o momento e a imensidão...sou o tempo e a pausa...sou nada e tudo...sou rosa e espinho...sou mãos e afago...sou abraço e esquecimento...sou vermelho e negro...sou sangue e paixão...sou cio e lua...sou chama...sou loba...sou amante e sou amor...visto-me e dispo-me...sou o sonho e a fantasia...sou ilusão...sou a poesia.


Em versos tristes me canto...em prosa me escrevo...me desnudo
De sonhos me visto...no vento me dispo...com a poesia faço amor
Sou filha da noite...o silêncio das palavras...um verso profundo
Da alma fiz poesia...da poesia o meu grito...ecoando a minha dor

Na poesia escrevo ilusões...desilusões...o meu cansaço
Rasga-me a pele...cada poema...que nasce dentro de mim
Escrevo e apago...sou tudo e sou nada...faço e desfaço
Nas minhas mãos...rimas vazias...e esta noite sem fim

Saí-me das mãos...sai-me da alma...o poema...e doi tanto
Queima-me os dedos...fala de amor...de dor...de desilusão
Fala do frio das noites...do gelo das madrugadas...do pranto
Do silêncio...dos meus braços...do meu corpo...da solidão

É na madrugada que me visto de poesia...me dispo de mim
Que o silêncio me abraça...que me envolve a escuridão
Que a ausência se veste de infinito...que a noite fala de ti
É na madrugada...que as palavras me vestem de solidão



terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Quando eu morrer...



Vistam-me de poesia...espalhem as minhas cinzas num roseiral
Declamem poemas de amor...não me chorem...apenas sorriam
Na minha campa...não me deixem flores...deixem só um olhar
Na lápide escrevam só...aqui jaz aquela que há muito partiu

Não me lamentem quando for...deixem-me partir em silêncio
Deixem-me ir vagando no vento...deixem-me ir...docemente
Fechem-me os olhos com carinho...perfumem-me de incenso
Guardem o meu rosto...o meu nome...na memória eternamente

Quando já tiver desaparecido...nas noites brancas do além
E vagar num céu sem nuvens...cantem uma melodia de amor
Recitem-me um poema...não me chorem...não sou ninguém
Fui apenas aquela que pela vida passou...vestida de dor

No tempo...além do tempo...flutua um corpo que foi vida
Repousam meus restos...envoltos no manto eterno da dor
Guardem na lembrança...a rosa vermelha...a roseira florida
Na minha campa...deixem um adeus...um poema de amor

Fui um sopro que passou...uma sombra...uma alma errante
Visto o roxo da morte...o meu rosto está frio...não o acordem
Serena como as rosas...te chamo eternidade...minha amante
Voando no infinito...vai meu corpo...morto antes da morte

Quando morrer...quero que me deixem nas mãos uma rosa
Não me chorem...digam-me adeus sem tristeza...não é o fim...
Pintem meus lábios de vermelho...vistam-me seda vaporosa
Levem-me para a minha planície...quero regressar a mim