É nas ondas dum mar revolto que eu me deito e espero
Por um doce murmúrio de amor...um abraço de ternura
Que me afague o corpo docemente e adoce o desespero
Desta agonia que não passa...deste viver quase loucura
É na doce volúpia da noite que me deixo cair exangue
Na sombra da minha ausência...no lado obscuro de mim
Na memória da minha pele...palavras escritas a sangue
Como uma chama morrendo lentamente...perto do fim
É na solidão da noite que guardo a dor...bebo as lágrimas
Lambo as feridas...calo o desalento não mostro a ninguém
Envolvo o meu corpo no manto negro das minhas mágoas
Sem saber se é por mim que choro...se por outro alguém
É quando a madrugada se faz silêncio que a dor adormece
É esse o meu momento...é aí que meus fantasmas liberto
Abraço a minha alma e cruzo as minhas mãos em prece
É esse o momento que para a triste realidade desperto
É na noite que a suave carícia do vento toca a minha alma
É na noite que dormes no meu sonho me fazes madrugada
Trazias estrelas aos meus olhos...foste luz na noite calma
Era aí que na magia dos meus sonhos te fazias alvorada
É na noite que me visto de poesia e me dispo de mim
Que o silêncio me abraça...que me envolve a escuridão
Que a ausência se veste de ilusão e a dor me fala de ti
E é na madrugada que as palavras vestem de solidão
Rosa Maria ( Maria Rosa de Almeida Branquinho )

Querida Rosa Solidão, que obra de uma densidade dramática e de um lirismo absolutamente arrebatadores! Ao ler Vossos versos preservados na imagem, eu, e creio que o leitor é imediatamente submerso em uma noite que é, ao mesmo tempo, cenário de dor, confessionário e templo de criação poética. A amiga possui o dom de transformar a agonia em uma beleza melancólica que reverbera profundamente aqui nessa alma!
ResponderEliminarA estrutura do teu poema, marcada pela repetição anafórica do tempo e do espaço ("É nas ondas...", "É na doce volúpia...", "É na noite..."), funciona como o compasso de uma maré emocional que vai e vem, arrastando o leitor para o lado mais íntimo e obscuro da alma do eu lírico. Portanto, meus parabéns, minha reverência e um fraterno abraço com um beijinho.
À noite sentimos tudo mais profundamente na pele...
ResponderEliminarBeijos e abraços
Marta
Realmente, a noite trás consigo uma aura que nos envolve, dispertando o outro lado em nós, um lado que pensa, sente e se exprime de outra forma, assim, como no teu texto.
ResponderEliminarGostei.
Cumprimentos.
Excelente, Rosa Maria. A noite é refúgio e encanto: é Alegria e tristeza: é... o silêncio que nos abraça.
ResponderEliminarParabéns, Amiga.
Beijo,
SOL da Esteva
Muito belo o teu poema Rosa Maria!...
ResponderEliminarA noite é sempre um doce fascínio...
Um dia muy feliz.
Beijinho.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarTudo o que dizes de ti
ResponderEliminarDigo eu também de mim
Tudo o que a ti acontece
Também a mim sucede
É o que se passa se somos poetas
Ainda que de almas não gémeas
Que bom
este reencontro
Nestas noites que a poesia vem sempre com sua magia e faz este cantar num encanto da nudez de nossas emoções onde refugiamos. Um belo trabalho da poesia com a marca Rosa, que sempre nos encanta com estes voos pela noite.
ResponderEliminarBom lhe ver amiga e sentir sua poesia.
Bjs e feliz semana.
Gratidão
Belo poema!
ResponderEliminarAbraço
É bom o regresso , espero que definitivo.
ResponderEliminarGostei muito do poema.
Minha querida, caloroso abraço e serena semana.
Poetisa de além mar... tudo que escreves vem da alma... vem de dentro... vem como uma tempestade de emoções. abraços na alma.
ResponderEliminarNostálgico, sentido e maravilhoso poema.
ResponderEliminarEntre a noite e o amanhecer, a alma revisita memórias, vence a solidão e encontra a poesia.
Beijinhos querida amiga
Que versos intensos e viscerais, onde a dor é transformada em arte com uma sensibilidade ímpar.
ResponderEliminarAdorei a forma como a poesia veste anoite e transforma a angústia em beleza, demonstrando uma coragem lírica admirável.
Vou seguir seu blog para não perder nada.
Bjs!!!!
Um poema profundo e tocante, uma poesia que diz da alma humana com maestria.
ResponderEliminar☕ Um abraço. Tudo de bom 😊🌹🌺🌷🌻
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A tua poesia continua tão bela, como sempre foi.
ResponderEliminarHá um verso, a negrito, que me faz lembrar uma canção antiga:
"É de noite que me lembro
de tudo o que eu tinha
ao deixar-te abandonada
deitada, sozinha.
Lembro aquela felicidade
que um dia foi minha..."
Talvez tenha sido o Tony de Matos quem a cantou.
Um grande beijinho, querida Sonhadora.
Gostei de te rever, pensei que andasses perdida não sei por onde...
ResponderEliminarEste teu poema é magnífico, gostei imenso.
Boa semana minha amiga.
Um beijo.
Tão bom que regressou minha amiga Rosa Maria.
ResponderEliminarJá tinha saudades dos seus poemas tão sensíveis que caem no mais fundo de nós.
A noite é pródiga em encantamento e escuta
atenta as juras de amor ou desamor.
Boa semana, minha amiga.
Beijinhos
Olinda